Entre véus

Começar por dizer que o casamento está rodeado de tradições e superstições é um cliché – um cliché necessário. Necessário e verdadeiro.

Desconhece-se a origem exacta do véu – há referências tão, e mais, antigas que a Virgem Maria, sempre descrita como um exemplo de castidade e pureza – características associadas também ao seu uso. Na Grécia antiga, o véu era usado para proteger a noiva do mau-olhado (e dos olhares de outros pretendentes!). Na idade Média, uma referência da nobreza e um meio de proteger a tez do ambiente ao redor. Dizem as más línguas que o véu era também uma forma de levar um homem ao altar – com o casamento pronunciado, nada restaria ao pobre noivo senão aceitá-lo, quer apreciasse a aparência física da sua esposa, quer não.

Alisa Brides
Davina + Daniel
Documentary Associates
Nuno Palha Wedding Photojournalist

Para terminar a referência histórica, os véus assumiram várias formas ao longo do tempo, e tendo como ponto forte, a cor. Foram até vermelhos e azuis, imagine-se!.. Reza-se, que a Rainha Vitória de Inglaterra instituiu o branco como cor rainha quando casou com um vestido e véu desta mesma cor. Um episódio inédito que alterou a forma como, ainda hoje, vemos a noiva.

De renda ou de tule. Liso, cintilante. Pontilhado. Preso por uma grinalda ou com o auxílio de uma travessa. Por cima do cabelo ou por baixo. Comprido ou mais curto. O importante não é necessariamente – embora também o seja – o tipo de cerimónia em que serão protagonistas, mas sim, com que conjugará o véu – o estilo do vestido – e o que querem realçar na vossa imagem enquanto noivas.

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Há diferenças entre os vários tipos de véus – que dizem respeito ao seu comprimento e referência visual – e eu também vos escrevo para explicar essas mesmas diferenças. A saber:

O véu catedral: o mais longo e comprido dos véus. Geralmente com um comprimento entre os 3 e 5 metros, arrasta-se, literalmente, mas não depreciativamente, nas costas da noiva. Mais longo que a cauda do vestido, adequa-se a casamentos mais formais e a noivas que queiram e venham a ser de facto, e literalmente também, princesas por um dia.

Os véus médios: podem atingir três tipos de comprimentos distintos – ponta dos dedos, cotovelos ou cintura. Essas são as suas referências em tamanho. O véu que rasa na ponta dos dedos, não se recomenda em vestidos curtos já que, não se distinguirão um do outro pela semelhança de comprimento. Já o véu que tem como referência os cotovelos, é perfeito para este tipo de vestidos que acabei de referenciar!..

O véu curto: tem como referência de comprimento os ombros. Torna o look da noiva leve, fresco e juvenil. Tal como o véu que rasa nos cotovelos, é também mais que adequado a vestidos curtos.

Véu em camadas: é aquele que cobre o rosto da noiva. Poderá ter uma ou várias, sendo claro, o de duas camadas o mais comum do género pois serve o propósito inicial que vos referi. (Segundo as más-línguas, este é então o véu certo para forçarem o noivo ao “sim” sem que ele vos veja de forma clara!)

Birdcage veil ou voilette: véu curto que cobre apenas o rosto (todo ou uma parte dele). Muito usual em casamentos de inspiração vintage e geralmente preso por uma travessa de cristais ou por uma flor artificial. (E para as noivas mais ousadas: poderá ser seguro também com plumas ou ao estilo protocolar da realeza.)

Mantilha: talvez o mais rico e o mais sumptuoso dos véus. De origem hispânica e feitas integralmente de renda, devem ser combinadas com vestidos não muito detalhados, para que o look seja harmonioso. Se o vestido for também de renda, estejam atentas à conjugação entre véu e vestido.

Escolher o véu certo para o vestido certo, não é, como vêem uma tarefa fácil. E se até agora pensamos apenas nessas duas variáveis, juntemos-lhe mais uma: a estrutura do penteado. O véu é também a moldura do rosto da noiva. Eu pessoalmente, prefiro o véu colocado em altura média ou baixa, quer a estrutura seja em solto, preso ou semi-preso. No entanto, é uma questão que está intimamente ligada ao vosso gosto pessoal e à forma como se sentem mais confortáveis. É nessa base que devem tomar uma decisão.

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E bem, as dicas e ideias foram úteis? Não mais que este último conselho, por certo: nomes como Figurino de Noiva, Isabel Ribeiro Atelier, Ana Abrunhosa, Casa Comigo – Atelier de Vestidos, Linis ou Ivan Bozhinov são nomes que devem manter em mente para a melhor das escolhas no vestido de noiva e no véu. Uma receita de sucesso!

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