Música para o casamento III: A primeira dança

Foto: André Teixeira / Branco Prata

A tradição dita que a pista deve ser estreada pelos anfitriões da festa. Os convidados assim o esperam, e a festa beneficia desta iniciativa.

Os mais conservadores são adeptos do costume de uma primeira dança protagonizada pela noiva e o pelo seu pai; embora o costume mais usual (e consensual) seja uma abertura pelo casal recém-casado, a primeira dança entre marido e mulher como forma de abrir as hostes; os mais arrojados tendem a recriar danças criativas que procurem surpreender os convidados; e os mais inovadores procuram fazê-lo contando com a ajuda deles, reinventando o conceito de abertura de pista, e adoptando o conceito de flashmob.

Primeira dança. Foto: Pedro Vilela
Flashmob. Foto: André Teixeira / Branco Prata

Em todo o caso, o importante a reter é que a escolha de uma música de abertura de pista é fundamental, e não deve deixar de existir, na medida em que possibilita e potencializa uma maior participação dos convidados. Se efectivamente existe a preocupação de dar todas as condições aos convidados para desfrutar da festa, não devem descurar também este detalhe. Mais do que cumprir uma tradição, este momento marca o início oficial da fase de entretenimento da festa, facto que permite desencadear toda uma etapa diferente do dia, marcada por uma maior descontracção e desoneração de protocolo, de exuberância, e até de alguns excessos!

Primeira dança. Foto: Pedro Vilela
Primeira dança. Foto: Fábio Azanha

Esta fase da festa é também marcada pela predominância da maioria dos convidados num espaço único, e do aproveitamento que cada grupo fará da dinâmica das condições de entretenimento que lhes são oferecidas, e pode constituir uma proporção significativa do período geral de festa (muitas vezes esta proporção temporal é superior a 50%). Por esta razão, a música de abertura de pista não deve ser menosprezada, e essa consideração deve reflectir-se nas escolhas que façam.

Primeira dança. Foto: Pedro Vilela

Independentemente da modalidade escolhida para a primeira dança (entre o casal, noiva e pai, ou flashmob com amigos), não deixa de ser uma escolha a que devam corresponder critérios pessoais. Mais uma vez, o momento será valorizado se houver uma identificação entre os protagonistas da primeira dança com a música. Uma primeira dança em formato flashmob deve reunir um ou mais temas que encontrem essa mesma identificação com os elementos participantes.

A este critério subjectivo, há a somar um segundo, já previamente abordado para outros momentos-chave, do teor da mensagem da música. Com ou sem superstição, não é saudável escolher um tema como o “Love will tear us apart” dos Joy Division (nem mesmo a interpretação dos Nouvelle Vague), o “Apologize” dos One Republic, “Back to Black” da Amy Winehouse, ou outros temas que expressem tragédias.

Flashmob. Foto: André Teixeira / Branco Prata
Flashmob. Foto: André Teixeira / Branco Prata

Por último, devemos acrescer um terceiro critério: o tema deverá corresponder a uma escolha confortável. A primeira dança não deve ser um sacrifício, mas sim um acto natural que convide os demais a participarem. Se houver alegria e descontracção, o grupo será inevitavelmente contagiado por esse estado de espírito, na mesma medida em que uma postura de tensão ou formalismo pode contaminar o “mood” do colectivo. A escolha de um tema que seja de execução fácil, é subjectiva o suficiente para que cada casal faça uma avaliação por si próprio e de acordo com as suas expectativas daquilo que é considerado confortável. E é nessa medida que devem ponderar as seguintes questões: por que razão escolher um tema dinâmico e extremamente ritmado, se a indumentária escolhida pode eventualmente limitar habilidades motoras? Porquê optar por uma valsa, se as aptidões de de dança não vos permitirem o acompanhamento de um compasso ternário? Em que medida fará sentido escolher uma balada, se o ritmo da mesma for difícil de suportar depois do primeiro minuto dos olhares que acompanham todos os movimentos?

Primeira dança. Foto: Pedro Vilela

Enfim… ponderem estas questões, e tentem procurar uma solução que tenha que ver convosco. Se ainda assim, não encontrarem algo que vos preencha, não deixem de consultar o profissional da música que escolheram para dinamizar a vossa festa e solicitem o seu aconselhamento e o apoio necessário. Estou certo que tudo fará para vos ajudar a fazer as melhores escolhas, sempre em benefício da festa.

 


Guest blogger: João Marques

DJ e Produtor Musical, é actualmente o mentor do projecto técnico-criativo Your Jukebox, que reúne profissionais de diversos quadrantes da música, das artes do espectáculo e da produção audiovisual.

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