Coração na areia: Mariana & Zé Diogo, por Edgar Leal

“Se alguém nos tivesse contado, talvez não acreditássemos”

Edgar Leal - New Stories Composer
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Uma narrativa que não nasceu de um encontro improvável numa viagem longínqua, mas de algo ainda mais raro: a coincidência silenciosa do quotidiano. Conheceram‑se na empresa onde ambos trabalhavam, mas foi apenas quando um deles já tinha seguido outro caminho que o destino começou, discretamente, a alinhar as peças. Reencontros casuais, jantares que se repetiram sem grande explicação, conversas longas que se estendiam noite dentro, até que, num desses encontros, o primeiro beijo selou aquilo que já se adivinhava.

Nos meses que se seguiram, foi na vida real (nas viagens improvisadas, nos fins‑de‑semana partilhados, nas conversas que se estendiam noite dentro), que o casal percebeu que havia ali, além de química, algo maior a chamar.

“Percebemos que gostávamos muito um do outro, mas também que víamos a vida da mesma forma” conta Mariana. E assim, sem pressa e sem artifícios, a história deles foi ganhando forma.

Edgar Leal - New Stories Composer
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O pedido de casamento foi uma surpresa envolta em sal. Na Ilha de Faro, lugar sagrado para a noiva, Zé Diogo preparou um cenário que parecia retirado de um filme romântico: um coração desenhado na areia, iluminado por tochas, o mar como testemunha e a noite como cúmplice.

Mariana hesitou - o frio, a hora, a estranheza do convite, mas acabou por ir. No centro do coração, ele ajoelhou-se, as palavras ensaiadas fugiram-lhe entre risos nervosos, e o pedido saiu simples, direto, verdadeiro. Ela disse sim.

Começaram a planear o casamento logo em janeiro e casaram em agosto do mesmo ano. Uma ousadia que poucos arriscariam. Sem wedding planner, sem apoio logístico, com obras e intervenções numa quinta que queriam transformar no cenário perfeito. Foi uma perfeita loucura, daquelas que só o amor justifica, e que, no final, valeu cada minuto.

Durante os preparativos, Mariana dedicou-se aos detalhes, à estética e aos visuais do dia. Zé Diogo concentrou-se na experiência: comida, bebida, música, surpresas, a forma como os convidados se sentiriam. Queriam algo bonito, sim, mas sobretudo calor humano, alegria partilhada, memórias vivas.

Foi através de amigos que descobriram Edgar Leal, o fotógrafo que viria a tornar-se uma das peças essenciais desta história. A serenidade e paciência deste, o seu foco absoluto nos noivos, a capacidade de adaptação, tudo os conquistou. A insistência de Edgar em fazer uma sessão antes do casamento, mesmo quando eles hesitavam, revelou-se decisiva: no grande dia, tudo fluiu como se tivesse sido submetido a um ensaio rigoroso.

Trabalhar com Edgar e a sua equipa, Gra e Barros, foi, para os noivos, uma experiência "extremamente divertida e surpreendentemente íntima"

"O grande dia foi espetacular! Foi melhor do que o que esperávamos e divertimo-nos muito!"

Uma cerimónia emocionante, conduzida por um padre cuja mensagem foi recheada de emoção e alegria. Aperitivos animados, uma sunset party vibrante, um jantar cheio de surpresas, discursos que tocaram fundo (intervenções de irmãos, mães e sobrinha fizeram a sala suspirar) - especialmente o do noivo, que homenageou o pai já ausente.

A atuação da tuna e a dança dos noivos foram momentos altos, e a festa prolongou-se até às seis da manhã, tão animada que até a GNR apareceu. Com licença em ordem e convidados bem-dispostos, até essa visita se transformou em algo para recordar com risos mais tarde.

Edgar Leal - New Stories Composer
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Para outros noivos, Mariana e Zé Diogo deixam um conselho sábio: "tenham alguém que coordene o dia, para que possam vivê-lo sem preocupações. Evitem tempos mortos, pensem nos convidados, mas nao se esquecam de vocês mesmos."

Um casamento não é uma sequência de atividades, mas uma dança com rítmica, e esse ritmo deve incluir todos!

A lua de mel levou-os às Ilhas Gregas, escolhidas não pelo cliché, mas pelo espírito aventureiro que os define. Nada de resorts fechados, queriam explorar, caminhar, descobrir. E encontraram tudo o que queriam e mais ainda: sunsets inesquecíveis, praias luminosas, refeições deliciosas e um ambiente simultaneamente alegre e  tranquilo, que só as ilhas sabem oferecer.

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No final, deixam uma mensagem ao fotógrafo que eternizou tudo isto. Agradecem-lhe a atenção, o cuidado, e a forma como se dedicou a verdadeiramente conhecê-los para captar o melhor deles. Edgar tornou-se parte de um casamento que inicialmente iria só registar.

E assim, entre tochas na areia, uma quinta transformada por amor e uma festa que atravessou a madrugada, Mariana e Zé Diogo escreveram uma história que poderia muito bem ter sido publicada nas páginas mais elegantes das revistas de casamento...e, de facto, foi mesmo!

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