Era uma vez, em Praga
Não há forma mais elegante de o dizer: cruzaram-se, e a ligação foi imediata. Essas quatro palavras carregam tudo o que importa. Os amigos em comum fizeram as apresentações, e o resto, bem, o resto tratou-se sozinho.
O pedido, que aconteceu em Budapeste: Hozzám jössz feleségül?
Alina já tinha uma ideia do que poderia vir a acontecer naquele fim de semana. Há um tipo de antecipação que é, ela própria, uma forma de felicidade, saber que algo está prestes a mudar, e querer que mude, e esperar na mesma que te surpreenda - e foi exatmanete assim que sucedeu.
O "sim" que saiu numa das cidades mais bonitas da Europa.
O casamento foi planeado com um ano de antecedência. Não por precaução. Por necessidade.
Quando se vive no estrangeiro e se tem uma lista de convidados que atravessa países, um ano é o mínimo. Cada detalhe, o local, a comida, a música, a igreja, os hotéis para quem vinha de fora, foi tratado com a seriedade de quem sabe que não há segunda oportunidade para um dia como este.
A Quinta de Prata, no Porto, tomou conta dos preparativos para a festa. As flores, porque as flores importam, e estas importavam muito, vieram do Joaquim Santos, na Foz do Douro.
Something blue, something borrowed and something special
Cerimónia religiosa. Festa até à madrugada, e algures no meio do dia que começou às 14h30, uma decisão que transformou o evento em algo verdadeiramente único: como Alina é ucraniana, integraram tradições do seu país. Dois mundos no mesmo salão. Dois conjuntos de costumes, de músicas, de emoções que normalmente não partilham o mesmo espaço, e que naquele dia partilharam tudo.
O fotógrafo foi encontrado ao acaso, mas a escolha foi ponderada
Havia vários candidatos. Escolheram o Edgar Leal pelo trabalho prévio: não pela proposta, não pelo preço, mas pela obra de arte que este deixa consistentemente atrás de si.
Antes do grande dia, fizeram uma sessão juntos para se ambientarem, "Sempre com grande profissionalismo", afirmam.
O conselho que dão a quem está a começar a planear?
"Comecem cedo. Não para serem eficientes, para serem livres. Cada decisão tomada com antecedência é uma ansiedade a menos na semana do casamento. O stress de última hora não é inevitável: é, na maioria das vezes, algo que se ausenta com o planeamento certo"
A lua de mel no Japão
Há casais que depois de um casamento precisam de descanso... claramente, não é o caso de Alina e João, que acabando a festa, partiram para a próxima aventura imediatamente: o Japão.
De Praga a Budapeste, do Porto a Tóquio, a geografia deles é a de quem nunca parou de se mover, nem de se encontrar no caminho.
"Um grande abraço para o Edgar. Gostámos muito do trabalho feito."
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