Dorina & João: pureza e singulariedade sob a forma de um amor contagiante

No passado dia 13 de Maio de 2017, Dorina e João compremeteram-se a uma vida em conjunto. Uma vida inspiradora, repleta de paixão, cumplicidade e personalidade. Um casal que não se deixou vencer pela distância, tornando-se ainda mais forte e especial. Um casal único que vive o amor, que os une, de uma forma encantadora, apaixonada e contagiante. Uma história narrada pelo olhar artístico e click talentoso de Ricardo Meira –  um registo único de um dia ímpar e inesquecível!

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Créditos: Ricardo Meira

Como se conheceram?

Dorina: A nossa biografia é no mínimo pouco tradicional (risos). Ambos somos adeptos das tecnologias informáticas e passávamos o nosso tempo livre e solitário (risos) a jogar jogos de estratégia e outros jogos lúdicos online. Estávamos em Setembro de 2009, eu em Lisboa e o João na ilha da Madeira. Tínhamos em comum o facto de sermos naturais do Arquipélago e de estarmos empenhados no desenvolvimento das nossas “agriculturas virtuais” (mais risos). Eu jogava “Travian” e o mítico “FarmVille” no “facebook”. O João adicionou-me na rede social, de modo a crescer e ultrapassar níveis no jogo. Desde Setembro a Dezembro, nunca comunicámos. Entretanto, com os votos Natalícios e de feliz ano novo, começámos a conversar naturalmente, sempre à distância, mesmo que eu tivesse de férias na ilha. Note-se que o João nem foto de perfil tinha naquela rede social, eu não fazia a mínima ideia de quem ele era.

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O nosso intuito não era outro senão o de conversarmos. Mas a conversa ficou cada vez mais assídua. O João é muito inteligente e as nossas conversas não eram banais. Meses depois vim à Madeira de férias e conhecemo-nos pessoalmente. Fomos tomar café e o João apanhou uma multa no estacionamento (risos). Desde esse momento ele soube que precisava de uma advogada na sua vida.

Após mais meses de conversas, começámos a sofrer com a distância. Nesse momento apercebemo-nos que não era já apenas uma amizade. Era muito mais do que isso. Apesar de já ter terminado o curso, continuava em Lisboa, mas a vida já não fazia sentido daquele modo e regressei à Madeira. Estamos juntos desde então.

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Quanto tempo depois surgiu o pedido de casamento/quando decidiram casar? Como foi o pedido?

Dorina: Após 5 anos de namoro, demos início ao projecto pessoal mais importante a que nos tínhamos dedicado até então: a aquisição da nossa habitação. Queríamos fazer o teste da plena vida em comum, de modo a avaliar de conseguíamos conjugar o amor com todos os outros parâmetros de vida, nomeadamente, o respeito pela individualidade de cada um, ainda que inseridos numa relação, o desenvolvimento profissional, a organização económica quotidiana e projectos familiares em comum. Tanto eu como o João adoramos o impulso que esta fase nos deu e decidimos em conjunto avançar com o casamento, a realizar-se nos dois anos seguintes, cuja ideia inicial seria a de um “elopementwedding”.

Simultaneamente, para mim era muito importante criar um momento de alegria familiar e disfrutá-lo com as pessoas que mais amamos. O meu Pai ergueu-se heroicamente de um processo de luta contra o cancro e senti que precisávamos de quebrar o ciclo e iniciar uma fase de harmonia.

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João: No Verão de 2015, num convívio social com os nossos amigos mais próximos e na sequência de conversas sobre as próximas festas de casamento dos casais amigos, definimos a data de casamento de todos os casais amigos solteiros, inclusive com pacto (risos). Nós cumprimos com o acordo e julgo que os restantes também irão cumprir, até porque somos todos muito apreciadores de festa e a pressão já se faz sentir… Eu já disse que tenho a agenda livre para os próximos eventos!

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Como descrevem a vossa história de amor?

Dorina e João: Incomum.

Dorina: Julgo que encaramos a vida de forma muito pouco habitual das típicas histórias de romance, não porque as renegamos, mas porque somos diferentes e essa diferença é a nossa génese. Não somos o típico casal que faz tudo junto e que anda de mãos dadas na rua. Não viajamos sempre juntos. Mas somos o casal que quer voltar para casa para estar um com o outro e que perante qualquer dificuldade, que se tem um ao outro para se socorrer ou para celebrar as nossas vitórias profissionais.

O que mais nos caracteriza é que temos consciência que cada um de nós só por si consegue atingir os seus objectivos, contudo, temos a certeza que juntos podemos saborear essas conquistas sem espírito vazio e sim de coração cheio. 

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De que forma correu a organização do casamento?

Dorina: O casamento começou a ser esboçado 2 anos sobre a data naturalmente por mim escolhida: 13 de Maio de 2017. Maio para mim é um mês mágico. É o mês do meu aniversário, é o mês da Festa da Flôr, é o mês das Mães e da Nossa Senhora de Fátima, a quem sempre fui e sou devota.

Como acima mencionei, o nosso objectivo seria um “elopementwedding”. Queríamos um evento muito privado e íntimo, onde pudéssemos proporcionar à nossa família memórias inesquecíveis e a organização começou por aí.

Já tínhamos tudo definido, avisámos a família e os amigos mais próximos que iríamos para o México. Contudo, o meu Pai, compreensivelmente, não aderiu, com reservas sobre a sua saúde. E assim, não fazendo qualquer sentido casar sem a presença do meu Pai, alterámos os planos para um casamento na Ilha.

João: E é nesta fase que literalmente abalamos. A oferta de todos os serviços associados a casamentos na Ilha da Madeira é padronizada. Presumo que a maioria da procura dos serviços vá ao encontro ao que é oferecido, mas eu e a Dorina não nos identificávamos.

A verdade é que sempre que solicitávamos algo diferente do que nos era proposto ou tentávamos modificar alguns aspectos, ou encontrávamos de imediato uma barreira ou obtíamos uma falsa afirmação “sim, mas com isto obtém um resultado semelhante”, direccionando para os tais serviços padronizados. Há uma aversão à mudança.

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Dorina: No geral, adaptámos o conceito do evento e personalizámos com alguns pormenores que nos fizeram mais sentido:

O casamento e a festa realizaram-se integralmente no mesmo espaço, o que não é habitual cá na Madeira. Conseguimos assim conjugar a privacidade e a intimidade pretendidas desde o início. A Casa Velha do Palheiro dispõe de uma Capela belíssima, com uma luz que me cativou desde o início e está inserida nos também maravilhosos jardins, que permitia-nos fotografar no local, sem deslocações a outro local.

O João entrou na Capela acompanhado pelas duas irmãs e eu entrei com os meus Pais. Eles são tudo para nós e fez todo o sentido que assim fosse. De modo a que os convidados permanecessem sempre no ambiente e também disfrutassem dos jardins e do evento, decidimos fazer a primeira dança nos jardins, seguindo-se o corte do bolo, com música ambiente. Enquanto os convidados disfrutavam da música e do bolo fresco e delicioso elaborado pela AnaCrisCake Design, fomos tirar fotos.

Antes de terminar o jantar, lançámos o desafio do bouquet e da liga. Também aqui alteramos as regras. Pedi à designer dos nossos convites, a Ana de Sousa, para elaborar um jogo, inventado por mim, que consistiu numa apanhada ao bouquet e à liga. Eu escondi a liga e o João escondeu o bouquet. Os rapazes solteiros teriam que encontrar o bouquet (e não a liga) e as raparigas solteiras tinham de encontrar a liga (invertemos os papéis). O vencedor oferecia o bouquet à rapariga com quem quisesse dançar e a vencedora oferecia a liga ao rapaz com quem quisesse também dançar (risos). Foi muito divertido.

Por fim, atribuímos os brindes, extraordinariamente elaborados pelo Ricardo Meira, uma fotografia com os próprios convidados, com uma capa personalizada com o nosso monograma. Não nos fazia sentido oferecer um brinde para ficar numa gaveta sem qualquer utilidade. Uma fotografia, com os próprios convidados, é algo que todos valorizam e apreciam, é uma memória, conjugada com a arte do trabalho do Ricardo, digna de exposição.

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Qual a escolha mais difícil que tiveram de fazer durante a organização? E a escolha mais fácil? Porquê?

Dorina: Eu e a nossa Madrinha fomos a um evento de promoção de fornecedores de casamentos em Novembro de 2015 e no corredor, à saída do elevador e distante de outros fornecedores estava o Stand do Ricardo Meira. Muito timidamente fomos ver os portfolios do seu trabalho e fiquei impressionada, não só pela qualidade e pela tonalidade das cores dos seus diversos trabalhos mas também pela naturalidade das mesmas. Manifestei ao Ricardo a impaciência do João em ser fotografado, ao que o Ricardo respondeu que procura captar momentos sem posses estacionárias e inamovíveis e que iria procurar fazer com que nos sentíssemos à vontade, sem pressões.

Daquele evento eu saí com uma única certeza: o Ricardo Meira, ainda que ele não soubesse, seria o fotógrafo do nosso casamento. E foi! Mais surpreendente foi a empatia do João com o Ricardo. E o resultado está patente no trabalho que o Ricardo pode demonstrar. O João não só aderiu quer à sessão do “Save the Date”, como acabou por participar activamente e sem qualquer constrangimento, ficou maravilhosamente descontraído no casamento e quase modelo profissional na sessão do “Trash-the-Dress”.

Perante estes factos, a escolha mais natural e facilitada foi sem qualquer dúvida, o Ricardo Meira, dispensando automaticamente a procura de qualquer outro fornecedor neste segmento.

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Em contrapartida houve diversas escolhas mais difíceis.

Para a concepção de uma imagem diferente para o evento, pretendia modificar as cadeiras do local do copo d’água. As cadeiras com forras brancas e laços são uma oferta típica e utilizam-se há demasiados anos. Eu nunca gostei das forras brancas nem dos laços e pretendia um aspecto mais natural, queria umas cadeiras simples, ao natural. Senti que a oferta é muito limitada e quase inexistente nesse aspecto, mas, com a ajuda da Madrinha, encontrei um fornecedor, que tinha umas cadeiras semelhantes ao que pretendia. No entanto, as negociações não chegaram a bom porto, por uma questão de falta de transparênciana negociação final dos preços, o que nos levou a recuar, por perda de confiança. Acabei por ficar com as cadeiras forradas a branco, mas a nossa florista e decoradora Graça dos Reis, com o seu dom natural, decorou e personalizou o espaço de forma a que a decoração permanecesse simples e elegante, com um resultado maravilhoso e digno de divulgação.

Surpreendentemente para mim, em termos pessoais, a escolha do cabeleireiro foi a escolha mais difícil. Passei meses à procura de um local onde pudesse conciliar penteado e maquilhagem, que não fosse uma mera reprodução dos típicos penteados que habitualmente se fazem nem uma maquilhagem muito carregada.

Depois de muitas desilusões, encontrei no salão Hair & Beauty by Rosário & Ivanova toda a dedicação e profissionalismo, aliados a inovação na concepção dos penteados e serviços de beleza. Prova dessa diferenciação é que o salão Hair&Beautyby Rosário & Ivanova receberam-me e às restantes meninas, com espumante rosé e um bolo delicioso. São estes pormenores que fazem toda a diferença.

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Organizaram tudo sozinhos ou tiveram ajuda?

João: A verdade é que a Dorina organizou integralmente o nosso casamento. Todo o conceito e persistência na concretização dos elementos diferenciadores é da autoria dela, bem como o mérito do resultado final.

Eu ajudei em adjudicar em quem sabe e em ser um bom ouvinte perante os obstáculos que encontramos (acho eu).

Optaram por algum tema no casamento? Qual?

Dorina: Não. Para nós o casamento é, por si só, tema. É a reunião das pessoas mais próximas para a oficialização do nosso amor. E desenvolvemos todo o casamento à volta da nossa ideia do que é o mesmo: puro, etéreo, clássico e elegante. Neste sentido, foi fácil obter uma conciliação automática com o dia religioso que escolhemos casar e as cores foram o branco, o dourado/champagne e o verde do alecrim, da oliveira e as limas, que aromatizaram tão bem todo o evento.

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Créditos: Ricardo Meira
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Onde foram buscar a inspiração?

Dorina: A idealização era conseguir um evento intimista, simples e clássico e recorri muito a diversos sites internacionais para essa inspiração, designadamente o “Style me Pretty” e o “The Knot” e claro ao Pinterest.

A nível Nacional, acompanhava e fazia pesquisas de fornecedores no site da ZankYou, que está muito actualizado no que concerne à ilha da Madeira. Foi através da Zankyou que encontrei a Ana de Sousa, que igualmente consta de sites internacionais.

Como foi o grande dia?

Dorina: A palavra que me ocorre para descrever o que senti no dia é “Surreal”. O dia decorreu de forma tão harmoniosa que nem parecia verdade de tão bom que era! Foi verdadeiramente um dia especial e memorável.

Eu não estava nervosa. A minha mãe e Madrinha, em compensação, estavam muito nervosas. No cabeleireiro disseram que nunca tinham tido uma noiva tão descontraída.

Acordei relaxada porque amanheceu com um dia de sol maravilhoso e as previsões meteorológicas, contrariamente aos dias anteriores, era favorável, pelo que confiei que tudo iria correr bem.

E correu tão bem que no fim da festa, muito bem animada pelo Filipe Gonçalves, excelente profissional, dedicado integralmente ao que faz, os convidados não queriam ir embora (risos).

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Créditos: Ricardo   deMeira
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Se pudessem, mudavam alguma coisa?

Dorina e João: A prova da satisfação que sentimos naquele dia é que não mudávamos absolutamente nada.

Onde passaram a lua-de-mel? Recomendam? Que memórias criaram juntos?

Dorina: O destino da lua-de-mel foi Cuba, com cruzeiro pelas Caraíbas. Cuba foi o ponto alto desta viagem. Estivemos dois dias na capital, em Havana e gostaríamos de lá ter estado mais dois dias. É uma cidade cheia de história e de arquitectura maravilhosas! Uma cidade de pessoas genuínas e calorosas, que nos recebem de braços abertos e procuram esclarecer-nos dos mais variados aspectos culturais e históricos. Uma cidade de contrastes obviamente, mas cheia de identidade!

Nos dias seguintes passamos na Cidade de Belize, capital de Belize, na Ilha de Roatán, pertencente às Honduras e no México, primeiro na Costa Maya e depois em Cozumel.

Tivemos hipótese de conhecer, ainda que superficialmente, a realidade deste países das Caraíbas, pudemos nadar nas águas mornas e cristalinas, fizemos slide, vimos iguanas, macacos e outros animais característicos destes países tropicais e visitamos as ruínas Maias de Kohunlich, uma zona arqueológica de suster a respiração.

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Um aspecto muito positivo foi conhecermos outras pessoas no cruzeiro. Ficamos particularmente amigos de um casal muito interessante com quem jantávamos todas as noites, a Lúcia e o Luís, naturais do Brasil, muito cultos e com uma simpatia tremenda.

Curiosamente, o Luís era Engenheiro Mecânico de profissão, tal como o João é.

Quando terminamos o Cruzeiro, o João perguntou qual seria a próxima viagem(?)

João: Estou pronto para a próxima!

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Créditos: Ricardo Meira

Recomendam os fornecedores contratados?

O resultado está patente e captado pelo Ricardo Meira. Todos os nossos fornecedores foram seleccionados porque fazem a diferença. Porque são inovadores, porque são profissionais no que fazem. O nosso casamento fluiu de forma tão natural, fruto do esforço e empenho de cada um deles, que lograram harmonizar tudo.
Fornecedores: 

Espaço: Casa Velha do Palheiro | Fotógrafo: Ricardo Meira | Vestido de Noiva: Eddy K., modelo Córsica, colecçãoTheDreams, 2017 adquirido na Celui, em Setúbal | Sapatos & Acessórios da Noiva: Schutz/ Swarovski | Fato e Acessórios do Noivo: Gio Rodrigues | Sapatos do Noivo: Hugo Boss | Alianças: David Rosas | Decoração e Florista: Graça dos Reis | Convites e jogo bouquet e liga: Ana de Sousa- Design & Illustration | Catering: Restaurante Club House do Palheiro Golf | Cabeleireiro e Maquilhagem: Hair& Beauty by Rosário&Ivanova | Dj: Filipe Gonçalves | Música ao vivo na cerimónia: Elisa Silva & Tiago Sena Silva | Brindes: Ricardo Meira

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