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Quem conduz a noiva ao altar?

O pai, responde você muito prontamente. E, logo de seguida, deve pensar: “Pode não ser”. E pensa muito bem. A tradição já não é o que era e os tempos muito menos. Apesar da imagem da noiva de braço dado com o pai parecer idílica, pode não parecer para a noiva. Os motivos esses são pessoais e só a ela dizem respeito. Mas também se pode dar o caso de o pai já ter falecido, de estar divorciado da mãe e da figura do pai pertencer agora ao padrasto… Ou não. Há uma panóplia de possibilidades que “estragam” a tradição, que, pensando bem, não tem a mesma lógica para toda a gente.

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Foto: André Tavares FotografiaSolicite informação sobre “Foto: André Tavares Fotografia”
Foto: André Tavares Fotografia

Então quem?

O padrasto, o irmão, o melhor amigo, qualquer um, desde que faça sentido para a futura esposa. Até mulheres podem acompanhá-la. A mãe, por exemplo. Está ao mesmo nível de importância que o pai e tem pela noiva o mesmo amor e carinho. Também ela só quer a sua felicidade!  O importante é que a pessoa que a vai entregar ao noivo a ajude a manter a calma no momento que transita para as mãos dele. Esta simples mudança de pensamento abre novas possibilidades. Já pensou nisso?

Entretanto, leia A tradição já não é o que era… Mas há 8 coisas que não podem faltar ao seu casamento!

Foto: Helder Couto Photo

Foto: Helder Couto Photo

O papel do acompanhante

O acompanhante é simplesmente aquele que passa a responsabilidade da existência da noiva para outro. Ou seja, é aquele que, com o seu gesto, está a querer dizer: “passo-te a minha filha (ou não) para seres responsável pela sua felicidade. Agora, vê lá o que fazes!”. No fundo, há uma passagem de testemunho, como se a noiva fosse um bem precioso que tem de ser valorizado, cuidado e amado.

O papel do acompanhante é, sem dúvida, dos mais importantes da cerimónia, por causa da sua carga. Carga de responsabilidade e de amor. O acompanhante entrega a mão da sua filha, irmã ou amiga, porque ela escolheu outro homem para “tomar conta de si”. Daí a carga de amor. A responsabilidade vem com o receio. Quem garante ao acompanhante que a noiva fez a escolha certa? E se ele está a cometer um erro? Só o tempo o dirá. E ele sabe-o. Resta-lhe fazer figas para que corra tudo bem. Por enquanto, ele só está a confiar na escolha da futura esposa.

Foto: Filipe Santos Fotografia Solicite informação sobre “Foto: Filipe Santos Fotografia ”
Foto: Filipe Santos Fotografia

As regras

Quando se trata de entradas, a primeira regra é não ter regras – desde que no final da caminhada os noivos terminem de frente para o celebrante. O pior é que, por vezes, pode ser difícil fugir do tradicional. A não ser que fuja completamente. Ou seja, se optar por um casamento em nada convencional, é mais provável que não venha a haver entraves. Porque se se casar pela Igreja (modelo tradicional), corre o risco de o padre não gostar de situações fora do comum. Imagine a cara do pároco, quando lhe disser que é a sua amiga de infância (ainda por cima uma mulher!) a levá-la até ao altar!

Já leu As melhores amigas: 23 momentos em que elas são absolutamente necessárias!?

Veja a seguir algumas situações que podem surgir e alternativas possíveis para cada uma delas.

Foto: Andre Tavares Fotografia Solicite informação sobre “Foto: Andre Tavares Fotografia ”
Foto: Andre Tavares Fotografia

1. Os pais da noiva são divorciados e um (ou ambos) voltaram a casar-se

Neste caso, a noiva opta pelo casamento tradicional, aceitando o pai como seu acompanhante. Ou aligeirando um pouco a tradição, pode ser o padrasto a acompanhá-la. Mas também existem estas 2 alternativas juntas:

• A noiva pede ao padrasto que a leve até metade do corredor, onde se encontra com o pai, e depois ficará este encarregue de terminar o caminho até ao altar.

• Se pai e padrasto tiverem uma relação amigável, a noiva pode pedir que ambos a conduzam pelo corredor, um em cada braço. Já deve ter ouvido a história comovente, que correu as redes sociais e os noticiários de todo o mundo, sobre o momento mágico em que um pai chama o padrasto para levar consigo a filha ao altar. Esta situação foi real, comovente e aconteceu há pouco mais de um mês.

Foto: Foto de SonhoSolicite informação sobre “Foto: Foto de Sonho”
Foto: Foto de Sonho

2. O pai da noiva é ausente ou já faleceu / a noiva não tem padrasto (ou não é próxima dele)

“A maioria das noivas que não cresceu com o pai costuma escolher a mãe como acompanhante ao altar”, informou à Zankyou a produtora de eventos brasileira, Vanessa Paz.

“Já quando o pai da noiva é falecido, elas optam por fazer a sua entrada com outra figura paterna, como o avô ou o tio favorito”, acrescenta. “Ela também pode convidar um dos seus irmãos ou todos!”, finaliza Vanessa Paz.

Se a noiva for mãe, até pode ir acompanhada pelos filhos. Afinal, eles são mesmo os grandes amores das suas vidas!

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Diamonds Events | Foto: Joel Photography

3. Pai e mãe. Porque não?

O pai e a mãe caminham juntos com a noiva até ao altar. Este modelo da tradição judaica, no fundo, parece o mais justo. Afinal, a mãe tem tanto direito, responsabilidade e orgulho da filha quanto o pai! E você, já pensou em adoptá-lo?

E já que a sua mãe é tão importante, integre-a na sua despedida de solteira: ideias para uma festa de arromba!

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Foto: Quinta D’Azenha

4. Às vezes mais vale só…

O importante é que se sinta bem. Mesmo que isso signifique caminhar sozinha. Há quem não se sinta confortável com a ideia de ser “entregue”. Pode ficar com a ideia de que a vêem como um ser desprotegido e que não consegue ser auto-suficiente.

Nesta situação, para não ferir susceptibilidades, fale com os seus pais sobre a sua forma de pensar. De certeza que eles vão respeitá-la e compreendê-la. Se optar por não ser radical nesta sua decisão, vá acompanhada por quem escolher até metade do corredor. Depois, sim, siga o seu caminho: livre, leve e solta! O seu caminho (vida) está em aberto e a escolha/ responsabilidade é toda sua.

Já parou para imaginar o que o seu noivo estará a pensar nesse momento?

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Foto: Hélder Couto Photo

5. Os dois noivos juntos

Pensando bem, a mais lógica. Afinal, são eles que vão percorrer o caminho da vida em conjunto. Porque não irem juntos até ao altar? Esta situação pode ser encarada como uma metáfora.

Este tipo de entrada proporciona uma oportunidade para examinar e subverter as normas de género, uma abordagem que pode ser libertadora para casais que acham os papéis tradicionais limitadores ou não condizentes com seu relacionamento. Entrar a dois simboliza abordar a vida em conjunto como parceiros e iguais. É por isso que esta modalidade é muito usada em casamentos entre pessoas do mesmo sexo. No entanto, são cada vez mais os casais heterossexuais a tomar esta opção – uma maneira de mostrarem o seu descontentamento e vontade de romperem com o modelo vigente.

Fique para ler Quando dois estranhos chegam ao altar: o amor criado em laboratório, em 36 perguntas!

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Foto: The Quinta- My Vintage Wedding

6. Outras formas de caminhar para o altar…

Existem casais que optam por entrar lado a lado, acompanhados por outras pessoas especiais. É o caso dos filhos ou de um amigo.

Outra solução moderna apresenta a noiva a chegar a uma extremidade do corredor (sozinha ou acompanhada pelo pai ou outra pessoa querida) enquanto o noivo sai do altar e vai ao seu encontro para levá-la até ao celebrante. Uma variação desta entrada é quando a noiva e seu acompanhante encontram o noivo no meio do corredor, a troca é feita e os noivos seguem juntos para o altar.

Querem saber como chegou o noivo ao altar? Descubra aqui!

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Foto: Diana Nobre Fotografia

7. Casamentos homossexuais

Nesta situação, as possibilidades são infinitas. O que varia é a ordem de entradas, na escolha (ou não) de acompanhantes e até mesmo na configuração dos caminhos até o altar. As inovações que os casamentos homoafetivos trazem às cerimónias são tão incríveis, que alguns costumes vêm sendo incorporados por noivos heterossexuais por todo o mundo. Confira algumas alternativas e ideias:

• Os noivos entram ao mesmo tempo, em fila, pelo caminho central. Cada um de braços dados com seus pais ou acompanhantes.

• O casal pode seguir o protocolo de uma cerimónia tradicional. Só tem de decidir antes quem vai esperar no altar e quem entrará por último. Os noivos e noivas podem optar por entrar acompanhados ou sozinhos. Os convidados costumam levantar-se nas duas hipóteses.

• A configuração dos assentos pode ser montada de forma totalmente diferente, onde se formam dois caminhos ao altar nas laterais das filas de cadeiras. Dessa forma, existem, no mínimo, três entradas possíveis:

a. Ao mesmo tempo, em dois corredores separados. No final da caminhada, e quando o casal já está frente ao altar, os acompanhantes (se tiverem), cumprimentam-se e sentam-se.

b. Em momentos separados, em dois corredores. A ideia é que que cada parceiro tenha seu momento especial ao entrar. Nesta hipótese, um dos noivos entra primeiro, atravessa o corredor lateral e pára no canto frontal. E é aí que fica à espera que o seu/a companheiro/a atravesse seu próprio corredor. Depois, só têm de esperar que o celebrante dê a ordem, para se dirigirem ao altar.

c. Pelos lados, já no corredor frontal. Dependendo da configuração física do espaço da cerimónia, o casal pode entrar pelos lados, ao mesmo tempo, mas vindo de lados opostos, sozinhos ou com os seus acompanhantes. Estes (se existirem) sentam-se nos seus lugares enquanto o casal chega ao pé do celebrador da cerimónia.

Se quiser saber mais sobre casamentos entre pessoas do mesmo sexo, leia Casamentos gay: o que é que muda?

Já agora, inspire-se com Fábio&Luis: Um winter wedding de tirar o fôlego!

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Foto: The Quinta- My Vintage Wedding

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Por fim, tome nota das 20 regras de etiqueta de casamento que tem mesmo que saber!

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