Como fazer a entrada e saída da Igreja em 5 passos

Na organização de um evento tão importante como um casamento, tudo deve ser tido em conta. No entanto, há momentos do grande dia que acabam por ser negligenciados na fase dos preparativos, não de forma intencional, mas por mero desconhecimento. É o caso do protocolo da entrada e saída da igreja (ou do local da celebração, no caso dos casamentos civis, onde as regras também se podem aplicar): se perguntar a um casal que esteja prestes a “dar o nó” o que sabe sobre o mesmo, haverá casos em que não vai conseguir ouvir uma resposta. E tudo se complica ainda mais no dia do casamento, quando os nervos estão à flor da pele e os noivos desconhecedores não sabem como e onde se posicionarem.

Assim, e porque apesar de cada casamento poder ser personalizado em todos os seus âmbitos, haverá sempre necessidade de coordenar cada situação. E a entrada e saída da igreja nem sempre é tida em conta de forma adequada, quando acaba por ser imperativa se quiser evitar o caos, muito possível de acontecer quando se dá plena liberdade num cenário desconhecido. Por isso, hoje mostramos-lhe como fazer a entrada e saída da cerimónia em 5 passos, dando-lhe também a conhecer algumas “normas” que deve respeitar, caso decida pactuar com o protocolo mais formal.

Passo 1. Coordenar a entrada

Insistimos na necessidade de organizar bem esta parte, para evitar a confusão entre todos aqueles que vão partilhar consigo o dia do seu casamento. Para começar, e para que tudo corra na perfeição, recomendamos a nomeação de um encarregado para coordenar a entrada e saída – que pode ser um familiar, o seu wedding planner ou um assessor –  e que atue como um guia para todos os convidados, sobretudo para aqueles que não sabem onde se devem sentar. Porque, sim, há uma pequena hierarquia que é conveniente respeitar, encabeçada pelos elementos mais importantes do casamento (noivos, pais, padrinhos, madrinhas, testemunhas e damas de honor).

Foto: João Almeida

Primeiro, e apesar de ser relativamente comum ver convidados à porta da Igreja, nomeadamente à espera da noiva, o protocolo dita que à chegada do noivo e da noiva já todos devem estar no seu interior. Entretanto, e uma vez que a noiva se senta do lado esquerdo para quem está de frente para o altar, também os respetivos convidados devem sentar-se no lado correspondente e vice-versa.

Foto: João Almeida

os três primeiros bancos são geralmente reservados à família mais direta e/ou pessoas que tenham um papel mais importante quer na cerimónia, como na vida dos grandes protagonistas. Depois, e sempre em função do tamanho da igreja e da quantidade de convidados, seguem-se os amigos mais íntimos, os familiares menos próximos e, por fim, as restantes pessoas.

Tendo em conta que alguns convidados se esquecem desta distribuição e se sentam nos bancos como mais lhes convém, vale a pena contar desde o início com o guia que lhe recomendámos. Há, obviamente, algumas exceções à regra, como é o caso de parentes distantes ou amigos que necessitem de uma visão privilegiada devido a algum problema que tenham, mas em geral segue-se esta ordem. Se o local não tiver bancos suficientes para todos, serão as pessoas mais velhas a ocupar os existentes.

Por fim, será também importante não deixar bancos vazios nas zonas intermédias, pois além de não fazer sentido, desfigura muito o cenário para as fotografias. Neste caso, a pessoa encarregue de sentar as pessoas terá de encorajar os mais atrasados ​​a ocupar eventuais lugares livres.

Foto: Profoto

Passo 2. Ter em conta os papéis importantes

No mundo dos casamentos, a vontade dos noivos em experimentar coisas novas é cada vez maior, condicionando o caminho que os leva até à originalidade para o seu grande dia. Nessa procura pela diferença e personalização, nem todos os casais fazem questão de respeitar o protocolo, havendo mesmo quem queira “romper” com ele. Assim, é importante saber que as diretrizes que estabelecemos abaixo são atribuídas ao protocolo formal, o qual pode ser distorcido, dependendo da posição do casal. São sempre os noivos que decidem.

Foto: Profoto Studios

Segundo dita o protocolo, os convidados que não assumam um papel de destaque no enlace são os primeiros a entrar. Os pais que não acompanham os filhos juntam-se a esta massa de convidados, mas têm direito a um lugar privilegiado: o primeiro banco (cada um com o seu), junto ao corredor.

Por vezes existem bancos laterais, especialmente preparados para a ocasião e reservados para as pessoas que vão fazer leituras ou ler discursos, bem como para as testemunhas. Caso não existam esses bancos, essas pessoas devem ser colocadas nos assentos perto do altar e nas suas extremidades, para poderem sair facilmente e exercer seu papel.

Já com todos os convidados devidamente acomodados, chegará o momento da entrada do noivo e a sua mãe, que entram de braço dado, o primeira à direita da segunda. O noivo deve esperar pela noiva em pé, do lado direito do altar, de forma a dar-lhe o braço esquerdo quando ela chegar. A mãe deve dirigir-se ao local que lhe está reservado.

Foto: João Almeida

De seguida, entram os os pagens e meninas/meninos das alianças (se houver), que abrem a comitiva da noiva, precedendo-a na entrada com uma cesta de pétalas de rosas, quando são mais pequenos Com eles podem entrar as damas de honor e as crianças mais velhas, que poderão ir atrás, a fechar o cortejo, ajudando a noiva com a cauda do vestido.

Foto: João Almeida

Depois, chega um dos momentos mais esperados do dia: a entrada da noiva! A noiva faz a sua entrada dando o braço direito ao seu pai, (o esquerdo só no caso de ser um militar com traje de gala, devido à disposição do sabre), para posteriormente colocar-se à esquerda do noivo.

Foto: João Almeida

Diz a tradição que a noiva se deve atrasar, mas hoje em dia já não é aceitável esperar muito tempo, ou será considerada desconsideração, sendo que alguns espaços não permitem mesmo a falta de pontualidade. Assim, 15 minutos – no máximo – é a tolerância atual.

Quando os noivos estiverem juntos no altar, devem posicionar-se em pé, em frente ao padre ou celebrante e de costas para os convidados.

Foto: João Almeida

Passo 3. Abandonar o local de forma escalonada

Terminada a cerimónia, convém não demorar muito dentro da igreja ou nas imediações do local, pois o dia será muito longo e haverá tempo para tudo. É nesse momento que os recém-casados ​​assinam a certidão de casamento, pouco antes de iniciar as primeiras fotografias. O fotógrafo será o responsável por organizar a pequena sessão de fotos que acontecerá depois do “Sim”, e sabem perfeitamente como o fazer, pelo que é importante confiar neles para evitar o caos e intermináveis petições por parte não só dos convidados, como dos próprios noivos.

Foto: Fine Art Studio Estudiodellas

Quando chegar a hora de abandonar o local da cerimónia, é conveniente que a pessoa encarregue de coordenar os convidados “volte à carga” e proporcione uma saída civilizada. Embora nalguns países os convidados permaneçam sentados à saída do cortejo, noutros – como é o caso de Portugal – os mesmos saem para receber os recém-casados à porta – geralmente munidos de pétalas de rosa e arroz, embora hoje em dia também já existam outras alternativas – proporcionando um momento de muitos sorrisos, lágrimas, emoções e felicidade.

Foto: Fine Art Studio Estudiodellas

Para a saída da igreja existe também uma tradição protocolar: primeiro devem começar a sair as pessoas que não precisam de tirar as fotos iniciais e que podem esperar até mais tarde, nomeadamente amigos mais distantes e demais pessoas sem grande grau afetivo com o casal. Desta forma, é possível começar a oxigenar o espaço e ocupar as posições na saída para receber os noivos.

Depois, saem os restantes convidados, exceto aqueles que fizeram parte do cortejo de entrada. No final, no entanto, a ordem de saída dos mesmos altera-se: os primeiros a deixar o local serão os recém-casados, já unidos em matrimónio, seguindo-se o pai da noiva de braço dado com a mãe do noivo e o pai do noivo de braço dado com a mãe da noiva (sendo que as mulheres seguem sempre à esquerda do homem). Atrás dos mesmos seguem-se ainda os padrinhos e as damas do honor. É de salientar que, no entanto, raramente se assiste a este cortejo de saída, já que no final da missa – e enquanto os padrinhos assinam o registo – os pais dos noivos acabam por sair ao mesmo tempo dos convidados, esquecendo todo este formalismo.

Foto: Fine Art Studio Estudiodellas

Entretanto, o momento da saída da igreja pode ser ainda melhor (muito melhor!) se contratar uma banda para enquadrar o êxtase, os abraços, beijos e os “parabéns” pelo casal recém-casdo, que pode ser a mesma que depois irá ambientar o cocktail e o banquete.

Passo 4. Contar com diferentes opções para receber os noivos

Como já aqui mencionamos, os convidados esperam à saída do local de celebração, mas não o fazem sozinhos e sim acompanhados por elementos para atirar aos recém-casados. O tradicional é atirar arroz, mas esta prática está cada vez mais em desuso, podendo ser substituída por pétalas (frescas ou secas), uma opção muito romântica e visualmente poderosa. Pode ainda optar por confeti, de uma ou várias cores, que irá criar uma chuva espetacular, que tem vindo a crescer em popularidade ao longo dos anos.

Foto: João Almeida

Muito na voga estão também as bolas de sabão – que podem manchar, mas que valem muito aa pena pelo efeito visual devastador – assim como flores, super elegantes e proporcionando um toque natural único. Mas há mais ideias alternativas: sementes de lavanda – incríveis pelo poder de seu aroma, absolutamente inconfundíveis e encantadoras; balões, que proporcionam um toque infantil e a magia de seus movimentos e cores; fitas de pano, que são agitadas e lançadas no ar pelos convidados perfeitamente (ou quase) coordenados; sparkles, manuseadas com cautela nos casamentos à noite, onde brilharão no céu; aviões de papel, com cantos quadrados e com mensagens no interior; ou pompons, perfeitos para brincar e emocionar.

Foto: João Almeida

Passo 5. Conselho Zankyou

O nosso conselho é simples: seja você mesma. Se quiser seguir os protocolos de casamentos mais formais, tendo em consideração a participação de certas pessoas e o respeito pela tradição, siga estas diretrizes e tudo correrá na perfeição. Se, ao contrário, não for amiga do protocolo e quiser “saltar” as normas com um toque original,  seja livre e deixe-se levar. Não se deixe influenciar por conselhos que podem não satisfazê-la, mesmo se estiverem protegidos pela suposta experiência. O importante, como sempre, é ser feliz, e cada casal tem a sua forma de o conseguir.

Foto: João Almeida

De qualquer forma, será importante conhecer estas e outras normas “impostas” pelo protocolo, que ajudam a ter tudo melhor organizado e a garantir que tudo corre na perfeição.

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