MBFWM outono-inverno 2019/20: tudo o que a moda espanhola pode fazer pelo seu look de convidada

Hoje deixamos-lhe aqui um resumo das coleções apresentadas pelos criadores espanhóis na passarela de Madrid. Vai adorar!

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Terminou hoje a Mercedes Benz Fashion Week de Madrid, onde foram apresentadas as coleções de outono-inverno 2019/2020 dos melhores criadores espanhóis, naquela que foi a oportunidade perfeita para tomar nota de tudo o que se irá usar na próxima temporada. A Zankyou esteve lá, na primeira fila, para lhe trazer os melhores looks que a farão brilhar num evento tão especial como um casamento. Venha daí descobrir a nossa seleção!

Comecemos pela estilista Ana Locking, que voltou a surpreender com o seu habitual atrevimento, inspirando-se em Kaspar Hauser, um dos personagens mais enigmáticos da Europa do século XIX, que viveu em cativeiro durante uma década, sem contacto verbal com ninguém. Esta história serviu de inspiração para abordar o tema da falta de comunicação nos dias de hoje, bem como a perda de estímulos não virtuais. No seu desfile, vimos os modelos com auscultadores, máscaras e designs muito futuristas. Cores negras, cinzentos, amarelos, vermelhos e inclusivamente cor nude em tecidos brilhantes que nos transportam para outra dimensão.

Por seu turno, o desfile de The 2nd Skin Co. mostrou-nos inúmeros looks incríveis, perfeitos para brilhar num casamento ou em qualquer outro evento especial. Vestidos curtosjumpsuits, vestidos compridos ou midi, que misturavam tecidos naturais com pailletes, transparências, lantejoulas de cores vivas plumas, etc. A variedade de cores era uma evidência: desde o azul céu aos violetas, estampados em seda e laranjas sobre o preto, que foi o protagonista absoluto desta coleção.

O criador Hannibal Laguna foi fiel ao seu estilo e encantou-nos com looks muito elegantes e femininos. Na passarela desfilaram modelos de saias compridas, de grande volume e cintura alta, calças largas e vestidos compridos numa grande variedade de cores: vermelhos, azuis, roxos, rosa pálido, prateados, amarelos ou estampados florais multicolores. Destacam-se também as transparências e o efeito tattoo na parte de cima de alguns vestidos com incrustações de pedraria, mangas de gaze e muito mais.

Entretanto, Roberto Verino apresentou a sua coleção Marhaba de primavera/verão 2019, com a qual nos transportou até ao Egito, com toda a sua enigmática beleza e o carácter dos incansáveis viajantes espelhados em conjuntos de calças e casacos saharianas de linho, seda e gaze. Para os looks de noite não faltaram vestidos de festa, tops, tafetá de seda, algodões acetinados e rendas delicadas. De salientar ainda os vestidos camiseiro para visuais diurnos, que contrastaram com designs mais elaborados para a noite, com belos decotes nas costas. Os tons presentes: branco, bege, cinza, tabaco, lilás, verde, azul celeste, lavanda, dourado, entre outros.

E eis que, ao ritmo dos clássicos da pop espanhola, deu-se início ao divertido desfile da conhecida estilista Agatha Ruiz de la Prada. Fiel ao seu estilo, a designer invadiu a passarela com o colorido dos seus looks extravagantes e originais, adornados com  lábios, laços, ovos estrelados, estrelas e corações em roupas na sua versão maxi. Todos os modelos usavam um coração na boca e sapatos de plataforma multicoloridos.

Seguiu-se Duyos, que foi inspirado em Espanha para criar uma preciosa coleção que nos deixou sem palavras, nomeadamente na sua cultura, gastronomia, história e paisagens. Pela passarela desfilaram vestidos de veludo muito longos e estampas florais, chapéus de penas ultra sofisticados, casacos e coletes de pelo, pailletes, lantejoulas, saias com muito volume, luvas de veludo extra longas, franjas … E tudo numa gama cromática que ia desde o vermelho até ao preto, azul noite, dourados, violeta e prateados.

Ulises Mérida baseou-se, mais uma vez, na mulher, mas desta vez com uma alta dose de sofisticação. O que mais nos impressionou foi o contraste inteligente de tons quentes (como a mostarda) e frios (como o azul cobalto), assim como a presença do laço, a nota dominante dos visuais para a noite.

Entretanto, os signos do zodíaco foram o ponto de partida do desfile de Andrés Sardá, repleto de pura feminilidade, presente em conjuntos sugestivos de lingerie e acessórios como as capas de seda, cintos, espartilhos e toucados, inspirados em Peixes, Touro, Gémeos e Carneiro, Leão, Sagitário e Caranguejo, entre outros.

Tailoring é a palavra-chave que define a nova coleção Roberto Torretta. Nela os grandes protagonistas foram os vestidos de silhuetas sofisticadas, os casacos e jaquetas oversize, bem como os estampados florais requintados. Menção especial merece também a sua linha de noite, com plissados em preto e na combinação preto & dourado, que não deixaram ninguém indiferente. Criações muito femininas, que se viram diluídas na alfaiataria masculina, criando assim uma simbiose perfeita. Sem dúvida, uma coleção cativante, em que não houve falta do conceito da novidade, expresso em quadros tricolor e superfícies 3D.

Teresa Helbig, por seu turno, voltou a emocionar-nos com uma coleção mística e livre. “A bruxa tem um poder, a sua liberdade infinita, a sua força interior. A moda é um feitiço que nos torna poderosas”, assegura a própria designer. Em cena entraram as peles, os quimonos, os vestidos compridos, bordados, plumetti, couro, cristal, rendas Helbig, veludo, leopardo, tartã, vison e botas com print animal, assinadas por Serena Whitehaven. Em paralelo, a companhia da natureza, representada em estrelas e libélulas.

Para a sua nova coleção, Ailanto inspirou-se na arte óptica, apresentando-nos um estilo muito pessoal e autêntico, que faz uso das ilusões ópticas e que resulta em peças muito originais, que têm como ponto de partida figuras geométricas, como os quadrados, triângulos ou círculos.

Solar é o título da espetacular coleção para a próxima primavera-verão de 2019 que Pedro del Hierro apresentou nesta fashion week, que se inspira no pôr-do-sol e tudo o que rodeia o entardecer. As cores avermelhadas e alaranjadas, alternadas com champagne e verde água, criaram uma simbiose perfeito, sendo a grande aposta da coleção as peças de múltiplas posições e o smoking quimono, com fecho deslocado.

Ángel Schlesser apresentou uma coleção romântica, com subtis piscadelas de olho à Renascença. A lã reina aqui como o material condutor e os verdes e rosas são os tons predominantes. Silhuetas, cores e texturas coexistem nesta coleção da maneira mais feminina e harmoniosa possível.

Sob o título de Nómada, Beatriz Peñalver apresentou uma coleção inspirada no deserto. O seu objetivo? Recriar uma aldeia Tuareg, através dos tons de terra e cobre. Não faltaram as referências artesanais, a importância do movimento e a sensualidade insinuada. Uma autêntica exaltação da beleza!

Entretanto, a arte impressionista chegou à passarela nas mãos de Inuñez. Uma autêntica explosão de cores quentes esteve presente sob texturas plastificadas, veludos, plissados e toques de prata que procuravam recriar os reflexos da água, tudo com o seu icónico corte masculino. A pintura de Monet que deu o sinal de partida para a arte impressionista foi o que inspirou esta linha tão elegante e fluida.

Miguel Marinero, sendo fiel ao seu estilo, explora na sua nova coleção uma época com um ritmo mais lento e designs que celebram o artesanal e duradouro. Roupas intemporais, de linhas simples e diluídas, com claras reminiscências aos anos 70. O tweed e as silhuetas misturam-se com bordados metálicos, lã e grandes volumes com riscas de organza rígida. A alfaiataria, a grande marca da empresa, transforma-se em silhuetas masculinas, que se fundem de forma única com camisas românticas, proporcionando uma grande sensualidade.

Como sempre, Jorge Vázquez foi mais uma vez cativante e inspirador, criando uma coleção lisonjeira para uma mulher exótica, elegante e com garra. O que mais nos marcou? Os desenhos ricos e trabalhados, a mistura requintada de materiais, as mangas abalonadas, as jaquetas feitas sob medida e as grandes capas. Desta vez, inspirou-se na residência de verão da mítica Barbara Hutton e na magia de Tânger, onde a riqueza do Mediterrâneo e do Oriente Médio  convergem.

Nesta semana da moda, Marcos Luengo tomou o pintor Joaquim Mir como referência, criando assim estampados maravilhosos que serviam como fio condutor para a próxima temporada. Não podemos deixar de mencionar as suas impressões refletidas em ponto, cetim e veludo. A gama cromática variava entre a malva e sépia a laranja e verde oceano.

Juanjo Mánez e Paloma Álvarez, as almas de Malne, consideraram Grace Jones um excelente ponto de partida. Em Amazing Grace encontramos criações surpreendentes que exploram novas linhas e nas quais converge a tradição da Alta Costura com a alfaiataria e a visão futurista da feminilidade.

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