Devo adotar o apelido do meu marido quando casar?

… Ou, pelo contrário, deverá ele ficar com o meu? Esta questão já não é tão simples como antigamente. A tradição e a lei mandavam que a mulher adotasse o nome do marido. Só que a sociedade mudou e com ela o papel da mulher na mesma. Como poucas mulheres trabalhavam, acabando por depender financeiramente do homem, estas ficavam com o nome dele, como forma de dizer que agora passavam a ser responsabilidade de outra família.

Foto: João de Medeiros

Só que os tempos são outros, a tradição, mais uma vez, já não é o que era e a lei teve de se adaptar. De tal forma, que hoje até pode ser o homem a acrescentar o nome da mulher. Só que, em algumas famílias mais tradicionais, a decisão da esposa não aceitar o nome do marido pode ainda ser malvista. Existem ainda casos mais extremos de casais que optam por excluir o apelido de solteira da esposa para substituí-lo pelo do marido. Curiosamente, em alguns casos porque ela própria prefere ter um nome curto (mais prático) e fácil de assinar.

Foto Rodrigo

Esta questão tem gerado polémica, uma vez que há quem considere esta questão bastante machista. Contudo, os casais já são livres de tomar a decisão que quiserem. Há exemplos em que os dois acrescentam o sobrenome do outro, como sinal de amor e compromisso. Mas assim os apelidos acabam por ficar trocados. Por exemplo, se o homem se chamava Cunha e a mulher Oliveira, ele passa a ter como apelido: Cunha Oliveira e ela Oliveira Cunha. Para evitar essa situação, a lei permite que o casal escolha a ordem dos sobrenomes. Neste caso específico, a nova família poderia passar a chamar-se Cunha Oliveira ou Oliveira Cunha. Muitas vezes, o casal só altera o apelido, quando têm filhos. Assim, ficam todos com o mesmo nome.

Foto: Alfazema
Foto: Alfazema

Contudo, pode ficar tudo na mesma. Ou seja, nenhum dos elementos é obrigado a mudar de nome, quando casa. É uma forma de manterem a sua identidade e fugirem à burocracia de mudar os documentos. Esta é, aliás, a opção mais corrente, atualmente. Já são mais de 60% as mulheres que optam por manter os seus nomes, segundo dados do Ministério da Justiça.

Se, por acaso, o casal optou por alterar os sobrenomes, pode um dia reverter tudo. Em caso de divórcio, por exemplo. Terá é de se voltar a ver com toda a burocracia e custos inerentes.

Foto: Faraway

O importante a reter é que devagar a sociedade está a adaptar-se aos novos tempos e a tentar respeitar a igualdade entre homens e mulheres. Aos poucos, aqueles que ainda julgam que as esposas têm de aceitar o nome dos maridos vão deixando de pensar assim. Se bem que muitas vezes são as próprias mulheres que não mudaram o chip e ainda optam por adotar o nome do marido. Muitas porque gostam de respeitar a tradição e não o veem como uma quebra na sua própria identidade, outras porque querem agradar o futuro esposo, ou por outras razões pessoais.

Nuno Vicente – Photography

Em Portugal, a lei prevê que o homem tenha a faculdade de escolher o sobrenome da mulher, desde 1978. Ninguém diria, uma vez que hoje, quase 40 anos depois, esta opção está longe de ser uma prática corrente. De acordo com o Instituto de Registos e Notariado, em 2014, apenas 1422 homens optaram pelo nome da esposa – cerca de 4%. Se tivermos em conta que em 2007 a percentagem foi a mesma, não se notou grande alteração desta prática em sete anos.  Já a percentagem de mulheres que adotou o nome dos maridos caiu perto de 8% entre esses anos de referência (49,15% em 2007, contra 41,42% em 2014).

Bruno Quadros Fotografia

No entanto, vão sempre surgindo casos de homens que querem os nomes das suas mulheres. Recorde-se que o artista plástico Marco Perego escolheu ficar com o nome de Zoë Saldana, quando se casaram, em 2013. Nem a própria atriz escondeu o espanto, chegando mesmo a confessar à revista InStyle que tentou dissuadi-lo. “Eu disse-lhe que se usasse o meu nome, seria emasculado pela comunidade artística, pela comunidade latina e pelo mundo!” Ele respondeu que não ligava!

Foto Instagram

A reação de Zoë causou tanta estranheza, que ela até se viu na obrigação de justificar a sua posição, nas redes sociais:

Eu estou orgulhosa da decisão do meu marido. (…) Por que é tão chocante que um homem adicione o sobrenome de sua esposa? As mulheres nunca foram indagadas se gostariam de abdicar de seu próprio nome. (…) Cavalheiros, eu imploro que pensem fora da caixa. Vamos redefinir masculinidade. Um homem de verdade anda ao lado de sua parceira. Um homem real entende que nada é feito sozinho. (…) Vamos começar a deixar algumas limitações que herdamos do passado, e criar um novo caminho daqui para frente!”, escreveu.

Este caso ainda representa uma gota no oceano. A tendência que mais tem crescido nos últimos anos é a de cada um manter o seu nome.

Foto Instagram

Os dois foram recentemente pais pela terceira vez, fazendo parte do baby boom que assistimos em 2017. A 19 de Fevereiro, o casal surpreendeu tudo e todos ao partilhar a novidade no Instagram: “Eu e Marco estamos muito entusiasmados por partilhar a notícia do nascimento do nosso filho Zen. Não poderíamos estar mais abençoados com mais um membro na nossa família”, escreveu a atriz na legenda da fotografia, onde surge Zen com os irmãos, os gémeos Cy e Bowie, de dois anos.

A notícia causou surpresa porque a atriz não aparentava estar grávida, tal como aconteceu recentemente com Carolina Patrocínio, que anunciou estar grávida através das redes sociais.

Com ou sem o nome do seu marido, conheça os 10 hábitos para um casamento feliz13 propósitos para 2018 que TODOS os casais deviam realizar! Oh la la! Os 10 beijos mais inspiradores de 2017

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