Como escolho o sabor?
Antes de pensar em andares, em flores, em fondant ou buttercream, há uma pergunta mais importante: o que é que querem que as pessoas sintam quando comerem aquilo?
Um bolo de baunilha com curd de limão e buttercream de framboesa pode ser uma surpresa que ninguém esperava. Um de chocolate negro com ganache de café e flor de sal pode ser exactamente a nota dissonante certa num casamento mais clássico. A questão não é escolher o sabor mais seguro, é escolher o sabor mais vosso.
E se não conseguem decidir entre dois? Não decidam! Andares diferentes, sabores diferentes. Cada convidado encontra algo que adora, e ambos ficam representados no bolo sem precisarem de o dizer em voz alta. É elegante...e resulta sempre.
A fórmula da fatia (que ninguém explica)
Há uma ansiedade muito comum aqui: encomendar mais do que o suficiente por medo de faltar. O resultado é desperdício, custo desnecessário, e por vezes um bolo que visualmente não corresponde ao espaço.
A regra é simples: entre 80 a 100 gramas por pessoa quando há mais sobremesas no menu. Se o bolo for a única coisa doce da noite, sobe para 120 a 150 gramas.
O topo: ou diz alguma coisa ou não diz nada
O topo do bolo é o elemento mais fotografado de toda a mesa de doces. E é também o que mais divide opiniões entre casais.
A verdade é que não há resposta certa. Flores frescas do mesmo bouquet. Flores secas que ficam para sempre. Um monograma em cobre. Uma peça escultórica feita à mão. Ou então, e esta é muitas vezes a escolha mais corajosa, absolutamente nada. O bolo como elemento suficiente em si mesmo.
O que não recomendamos: escolher o topo por defeito, porque "é o que se faz". O topo é uma declaração - que seja a vossa.
Encontrar quem perceba o que querem, antes de pedir
A Bake my Dream nasceu da recusa em fazer bolos genéricos. Por detrás do nome estão Maria Rodrigues, cake designer desde os 15 anos, com formação profissional pela Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, e Gianfranco Stanzione, empreendedor com um percurso fora do comum que passa pela psicologia, pelo teatro, pela dança e por cinco línguas.
Juntos construíram um projecto com um propósito claro: tratar cada bolo como uma peça única, com uma história para contar - o vosso bolo.
O conselho que ninguém dá a tempo
Os bons fornecedores esgotam. Em época alta, de abril a outubro, há casais que ficam sem o seu escolhido porque esperaram demasiado. Seis meses de antecedência é o mínimo. Um ano é o ideal.
E a prova de sabor, que quase todos os fornecedores oferecem, não é um extra dispensável.
É, além disso, muitas vezes, uma das melhores tardes de todo o planeamento ; )
O bolo de casamento não precisa de ser o elemento mais caro, nem o mais elaborado, nem o mais instagramável. Precisa de ser o que fica na memória de quem o comeu, e das duas bocas que partilharam.
Escolham bem...E desta vez, não deixem para as 23h de quinta-feira.
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