Rodeada de flores!

“Quando as palavras fogem, as flores falam.”

Não há como falar de ambiências e de momentos – sejam elas e eles quais forem – sem falar de flores. Aquela flor no cantinho da casa, que espreita depois de um longo dia de trabalho… E aquela flor num momento da vida, que ficará no coração, para sempre…

Há uma importância vital, nas flores, que não pode ser esquecida ou descurada. Elas contextualizam a história do casal, traduzem as suas personalidades. Definirão uma envolvência, e muitas vezes uma cor e um cheiro que não mais os abandonará. Na igreja, no copo-de-água, nas mãos da noiva e na lapela do noivo… (Suspiro só ao pensar no meu bouquet!..)

Falar de flores, sem falar de e com designers florais, a respeito delas e sobre elas, seria impossível. Elas conhecem as flores como ninguém! Enquanto eu, por exemplo, só as olho, muitas vezes até sem lhes conhecer o nome certo, atribuindo-lhe um significado, muitas vezes, meramente intuitivo, elas sabem-lhes o jeito e o tempo. E eu estive à conversa com elas! Com a Célia e a Lúcia da Produflores, com a Sandra da Xara Casamentos e com a Dalila da Lili Cherry. As perguntas além de minhas, são vossas também, mas a simpatia e a mestria são delas.

Pergunto eu:

1 – Trabalhar com casais, para casais, surge com alguma naturalidade no vosso percurso profissional, presumo. É difícil entender uma noiva, entender um casal? É hoje mais difícil ou a exigência tem-se mantido ao longo do tempo?

Sandra (XaraCasamentos): Conhecer o melhor possível os casais e as noivas é um dos factores determinantes no nosso trabalho. Desde sempre que o contacto personalizado nos guiou neste serviço e procuramos sempre ir de encontro aos gostos de cada cliente. A exigência essa têm vindo a crescer, porque cada vez mais as pessoas estão informadas e sabem aquilo que querem.

2 – Acham que ao vosso trabalho é dado o valor devido? Acham que se dá a devida importância ao design floral e à forma como pode o mesmo influenciar um ambiente ou uma ambiência?

Dalila (Lili Cherry): Sim, na maioria dos casos uma noiva quando nos procura deseja ter um ambiente diferente da proposta base apresentada pelos caterings.

3 – Qual é o factor de sucesso numa combinação floral?

Célia e Lúcia (Produflores): O sucesso depende de uma boa selecção dos materiais e flores, tendo em conta o desenho e o evento.

Produflores

4 – Muitos casais optam hoje, por não referir que o que pretendem é floralmente decorar os seus casamentos, por achar que só a palavra “casamento” faz influência no orçamento final. Faz diferença no orçamento e diferença no produto final correcto? Porque se reveste um bouquet de noiva de um custo substancialmente mais elevado que um normal bouquet?

Célia e Lúcia (Produflores): Nunca um ramo normal ou de oferta pode ser um ramo de noiva, a não ser que o cliente queira. Se isso acontecer não lhe é cobrado mais por isso. Um ramo de noiva é composto por materiais e flores de eleição e seleccionados, e trabalhados de forma a garantir o máximo de duração possível. Se o cliente quiser um ramo mais simples, com flores normais, não paga mais por isso. Paga sim o justo valor pelo seu pedido.

5 – As tendências para 2014: cores e combinações florais chave?

Célia e Lúcia (Produflores): A chave para o sucesso está na junção de vários aspectos. As harmonias ocupam um papel de destaque, mas mais do que as “modas”, estão os desejos dos protagonistas do casamento, os noivos. Na nossa opinião, se os noivos gostam de amarelo, não vamos sugerir o coral ou o lilás só porque está na “moda”. A identidade dos noivos é que conta e se os convidados entrarem num espaço e sentirem o “espírito” do casal na festa, aí sim, o sucesso é garantido. Os bons profissionais conseguem, através das dicas fornecidas pelos noivos, executar esse “espírito”.

Perguntam vocês:

6 – Qual a melhor forma de conservar o bouquet após o casamento? E como o integrar na decoração da casa?

Sandra (Xara Casamentos): Nem todos os bouquets se podem conservar, dependem do tipo de flores utilizadas. Por vezes, o que fazemos é, com flores artificiais, produzir uma réplica do ramo de noiva para que o possa guardar.

Célia e Lúcia (Produflores): Incorporar o ramo na decoração, depende do ramo em si e da decoração. Mas se conseguir uma peça em vidro (intemporal e neutra), que segure bem o ramo, com certeza ficará uma recordação bonita de um momento inesquecível.

7 – Em relação a mini-weddings ou cerimónias ao ar-livre, que flores utilizar?

Dalila (Lili Cherry): As mesmas ou o mais idêntico possível ao que se conseguir observar na natureza envolvente, criando desta forma harmonia nos elementos.

8 – Quais as flores perfeitas para um bouquet “vintage-romântico”?

Sandra (Xara Casamentos): São flores pequenas, de diferentes texturas. De preferência devem utilizar-se mais de que uma espécie de flores, de diferentes tamanhos. Também devemos utilizar várias tonalidades da mesma cor. Ou diferentes cores, muito próximas como por exemplo branco e bege, o rosa claro e o lilás. Poderemos também acrescentar renda e alguns elementos metálicos como por exemplo as iniciais dos noivos ou um camafeu com as suas fotos para o tornar ainda mais pessoal e romântico.

9 – Na altura do meu casamento, as minhas flores, por uma florista, foram catalogadas como “flores pobres e de cemitério”. Como é óbvio, mudei para outra florista, que me disse “Flores nunca são pobres. Nós é que lhe damos a magnitude que queremos. Um simples ramo de vivaz pode ser o ramo mais bonito. Basta sabermos trabalhar nele.”. Pergunto: existem flores desaconselhadas num ramo de noiva? Ou qualquer flor tem a sua beleza e para uma noiva basta arranjar uma boa profissional?

Dalila (Lili Cherry): Culturalmente em Portugal os crisântemos as margaridas são as flores que as nossas avós usavam para ir ao cemitério, pedir a opinião a um profissional revela questões técnicas desta natureza. É verdade, mas deixe-me dizer-lhe que se casasse na ilha de Madeira iriam dizer-lhe o mesmo das próteas, que são flores demasiado comuns e habitualmente usadas para adornar as campas. Nós, as floristas sabemos, mais que combinar flores e adequar volumétricamente ao vosso corpo, também o enquadramento cultural e não podemos deixar de o partilhar com vocês para que a vossa decisão seja consciente e indiferente ou não a determinadas verdades. O roxo era também a forra dos caixões antigamente e apesar de ser “cor da moda”, não posso deixar de avisar as minhas noivas que me pedem esta cor, desta questão; não quero que estejam a ouvir determinados comentários no dia do casamento que as deixe menos felizes. A decisão é vossa sempre, mas a experiência e o enquadramento cultural, esse como profissional não posso deixar de o fazer.

10 – Quantos tipos diferentes de flores são “permitidos” num bouquet?

Célia e Lúcia (Produflores): Os que a noiva quiser, pois não há um número mínimo nem máximo. Podemos incluir as que acharmos que ficam bem e enquadram. Não devemos é usá-las nas mesmas proporções, isto é, na mesma quantidade ou volume.

11 – Quais os “crimes” que se cometem usualmente na escolha do bouquet de casamento?

Dalila (Lili Cherry): Não investir num Ramo de Noiva e optarem por um ramo de flores “a fazer” de Ramo de noiva. As noivas investem tempo e dinheiro em criar uma imagem: o vestido, a maquilhagem, o penteado, os sapatos… E depois levam um molho de flores como se fosse um Ramo de noiva. Mas não é. Um Ramo de Noiva deve ser feito em “match” com o vestido e revelar um pouco a personalidade da noiva; ser construído com flores que contenham alguma história de família ou do vosso amor – deve ser distinto do resto da decoração do casamento.

12 – Há certas flores nas decorações que se estão a tornar óbvias e a sua procura faz com que as decorações se tornem mais caras. Como fugir ao óbvio fazendo decorações elegantes e românticas, a preços mais em conta? 

Célia e Lúcia (Produflores): O ideal é mesmo fugir às tendências e usar flores da época que tenham a mesma forma das inicialmente escolhidas, da tendência.

Falei eu em saudades não foi?.. Deixo-vos, por hoje, assim!..

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