Como manter a chama acesa depois de vários anos enquanto casados? Uma séxologa dá-nos a receita!

Como manter a chama acesa depois de vários anos enquanto casados? Uma séxologa dá-nos a receita!

Se está a passar por uma crise sexual ou se procura evitá-la no futuro, fique atenta/o a estes conselhos profissionais que vão apimentar a sua relação e paixão.

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Encontra-se em plena rotina sexual com o/a seu/sua parceiro/a? Tem medo que a monotonia e a rotina invadam e se apoderem da sua relação? Sabemos que esses não são factores positivos para qualquer tipo de relação, por isso, se se encontra numa situação idêntica, há formas de colocar um STOP a esta “confusão” sexual. Laura Rojo Rosingana, Psicóloga e Sexóloga da Clínica Príncipe, oferece-nos respostas, que trazem alguma luz para esta temática que se encontra muitas vezes na escuridão, baseadas na experiência que tem vindo a obter através dos casais que a consultam.

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Foto: Piotr Marcinski

Zankyou: Qual a importância de uma vida sexual?

Laura Rojo: A vida sexual é imprescindível em qualquer relação amorosa. Não se trata apenas da obtenção de prazer, mas também de aprender a desfrutar de um sentimento de intimidade tão profundo que une o casal. Em algumas ocasiões, o estilo de vida, o stress, o cansaço e as excessivas obrigações que advêm do trabalho e do âmbito pessoal de cada um de nós podem afectar o desejo. Para que isto não se verifique é necessário que o casal trabalhe com vontade mútua, colocando de lado os problemas e deixando-se levar pelo calor do momento.

Z: Como é que esse trabalho deve começar, de modo a alcançar uma relação sexual agradável rica em prazer?

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L: Antes de desfrutarmos do sexo com o nosso parceiro, é muito importante que haja uma exploração prévia do nosso corpo para sabermos exactamente quais são as nossas fontes de maior prazer enquanto seres sexuados que somos. Conhecer o nosso corpo, aprender a aceitá-lo e a valorizar-nos é necessário para que a outra pessoa saiba o que nos faz sentir verdadeiramente satisfeitos.

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Foto: Marina Svetlova

Z: Para isso, parece que seja necessário falar e expressar-nos abertamente sobre isso…

L: Sim, falar de sexo livremente sem que qualquer tipo de tabus nos limite ou condicione. É indispensável que expressem e partilhem as coisas que mais gostam e as que não acham tão agradáveis. Sinta-se à vontade para falar de fantasias, de carícias, e beijos, jogos, posições e brinquedos sexuais que eventualmente queira experimentar. De facto, a própria comunicação erótica é um afrodisíaco muito poderoso. 

Z: No entanto, para algumas pessoas poderá ser difícil alcançar esse tipo de comunicação… O que é que se pode fazer nesses casos? 

L: É importante que se compreenda que não é necessário ter medo de se provocar o desejo. Atreva-se a provocar o seu companheiro ou companheira, vá mais além do que é sexualmente aceite e saia da rotina. Quando se sabe quais são as coisas que a nossa cara metade mais gosta, porque não colocá-las em prática? Por muito complicado que possa aparecer ao início, é preciso controlar a timidez para que este sentimento não se apodere de nós e simplesmente fazê-lo…

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Foto: Bezikus

Z: Quais são as técnicas que existem para que o sexo não seja monótono e que a chama e faísca se mantenham acesas?

L: É fundamental que o casal esteja disposto a experimentar coisas noivas e que não fiquem apenas pelo básico. Por exemplo, é importante que estejam conscientes de que a penetração não é tudo numa relação sexual… Deve-se dedicar algum tempo às carícias, aos beijos, aos olhares, à troca de palavras e de pequenos jogos que vão fazer com que a tensão e excitação subam! O nosso corpo tem numerosas zonas erógenas para além dos genitais, portanto porque não explorá-las? Quanto mais excitados no momento do coito, maior será o prazer obtido.

Z: O problema de alguns casais é a satisfação plena. Por vezes, existe uma certa obcessão em chegar até ao final e isso poderá colocar alguma pressão. Como é que se pode combater essa situação?

L: É importante compreender que o orgasmo não tem que ser o objectivo primordial de toda a relação sexual nem deve ser encarado como um indicador do nível do prazer alcançado. Não nos devemos esquecer que o prazer e o obrigatoriedade nem sempre são uma boa combinação, pelo que o encontro erótico pode ser um bom momento para deixar-se levar pelos sentidos e experimentar o prazer e o sentimento de intimidade com a pessoa que tem ao seu lado. Se o orgasmo, por acaso, chegar… É muito bem vindo!

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Foto: nd3000

Estão prontos para voltar a sentir e a reacender a chama e faísca ardente do passado? Atreva-se a experimentar coisas coisas e verá que o prazer autêntico irá voltar, não sendo afectado pela rotina na qual se encontra.

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