Quatro dicas para superar o vício do telemóvel. Prefira uma vida feliz em casal!

Antes da era dos smartphones, tínhamos de esperar para chegar a casa para saber se tínhamos recebido alguma chamada importante ou se tínhamos mensagens no gravador de chamadas (se tivéssemos o aparelho). Na altura, não éramos constantemente informados sobre o que andavam a fazer os rapazes ou raparigas por quem estávamos interessados, nem recebíamos centenas de notificações de cada pessoa que queria (ou não) entrar em contacto connosco. Agora, ficámos dependentes ou viciados nos nossos telemóveis. Nem nos casamentos os largamos!

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De manhã, levantávamo-nos ao som de um despertador tradicional, ou simplesmente porque alguém nos acordava ou batia à porta. Começávamos o dia a olhar para alguém, o que nos obrigava logo a estabelecer uma conversa. Isso fazia-nos interagir de maneira real com o mundo ao nosso redor, fosse num restaurante, na cozinha ou no trabalho. No entanto, hoje tudo mudou! Começamos o dia logo a olhar para o ecrã dos nossos telefones pessoais. Estamos cada vez mais viciados (literalmente) no telemóvel, fenómeno conhecido como nomofobia.

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Fuente: youtube
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A atriz da famosa série A Teoria do Big Bang, neurocientista e youtuber Mayim Bialik explica-nos como conseguiu acabar com esse vício. Apesar de todos os benefícios que nos trouxeram os telemóveis, como a capacidade de encontrar informações e de sermos capazes de comunicar com qualquer pessoa, temos de ter cuidado para não ficarmos “escravos” desse aparelho. Ela conseguiu-o graças a estes quatro hábitos…

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1. Não olhar para o telemóvel mal acorde

Comece por ler algo que a inspire com pensamentos positivos, para começar bem o dia. E quem diz ler, diz qualquer coisa de que goste, como escrever, meditar, orar ou fazer exercício. Mayim Bialik até sugere que se levante logo com o intuito de fazer o pequeno-almoço para si e para o seu companheiro… Sem olhar para o telemóvel. Não, nem uma espreitadela. Esta é a meta principal para começar a eliminar o seu vício.

Mayim acrescentou ainda que devemos tentar fazer algo diferente antes de dormir. Que a última coisa antes de fechar os olhos não envolva olhar para qualquer tipo de ecrã… De telemóvel, computador ou tablet. Pode ser um desafio, mas você consegue. Vá por fases. Comece por ler o capítulo de um livro, ouvir música, meditar ou apenas pensar sobre o que de bom (ou não) aconteceu durante o seu dia. Ou então, apenas abrace e contemple a pessoa que escolheu como  parceiro.

Rui Bessa Capturing Dreams
Foto: Rui Bessa Capturing Dreams
Foto: Diana Malagón
Foto: Diana Malagón

2. Não olhe para as “notícias” ou para o “início” delas sem qualquer motivo

Esta é talvez a parte mais difícil. As redes sociais não são como um jornal que, depois de terminar a leitura, você deita fora ou recicla. São compiladoras de “novidades” infinitas, de todas as páginas, pessoas e amigos que você “segue”. Têm algoritmos criados para “pegá-la” horas a fio, levando a que você esteja sempre a pesquisar mais e mais fotos, vídeos ou artigos que a deixem colada ao telemóvel, sem motivo.

“Não tenho ideia de como ou por que é que eu comecei a fazer isso”, disse Mayim no vídeo que decidiu partilhar sobre este assunto. Ela chegou mesmo a confessar que em qualquer momento de sua vida, estivesse a trabalhar, com os filhos, ou noutros momentos importantes, ficava distraída e ansiosa por assistir a muitas outras notícias infinitas (e mesmo stressantes) no seu smartphone.

Foto: Rafael Delafiut
Foto: Rafael Delafiut

A atriz defende que o mais importante é ter “consciência” deste hábito que afeta a maioria das pessoas. Uma das ideias que geralmente funciona é eliminar as aplicações que nos deixam mais presos. Pode parecer um pouco radical, mas isso já deixa ao nosso critério o momento que escolhemos para ler notícias, notificações, a vida de outras pessoas, etc. Não é fácil, mas, passo a passo, pode ser alcançado.

Foto: Camilo Nivia
Foto: Camilo Nivia
Rui Bessa Capturing Dreams
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3. Elimine a “lista de tarefas” do telemóvel

Além de receber continuamente notificações, muitas vezes desnecessárias ou urgentes, adicionamos a isso muitas tarefas, compromissos e atividades que devemos cumprir, e que o telemóvel é responsável de nos lembrar. Mayim diz que isso a deixava louca e começou a “respirar” novamente quando decidiu eliminar completamente este tipo de alerta, voltando antes a transportar uma agenda com todas as coisas que queria fazer.

Dessa forma, quando precisa de organizar alguma ideia ou data, aponta na agenda, evitando assim estar sempre a olhar para o telemóvel.

Foto: Donna Irene Muccio
Foto: Donna Irene Muccio

4. Deixe o telemóvel no carro/fora do alcance

Embora para muitos isso possa parecer uma loucura, Mayim diz que começou por deixar o seu telemóvel no carro, o que lhe trouxe muitos benefícios. Depois, esse hábito passou a ser bastante natural para ela. Começou a empreendê-lo quando queria passar mais tempo com seus entes queridos e naqueles em que precisava de se concentrar mais.

Foto Vía Shutterstock
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Bialik aconselha-nos a seguir estes passos por razões que lhe vem do coração: Eu quero que meus filhos sejam inspirados pelo tédio de quando eu era criança”, disse Mayim, no seu canal do YouTube. Eu quero que eles usem a imaginação. Se se tornarem escravos do tablet ou de qualquer outra tecnologia, não vão consegui-lo.”

Por esta e muitas outras razões, ela lutou contra si mesma e convida-nos a procurar todas as maneiras possíveis para equilibrarmos a grandeza de um telefone móvel com o génio da vida real, da vida em casal e de todas as coisas maravilhosas que a vida tem.

Claro que você vai ter todo o interesse em conhecer as melhores dicas para um casamento sem telemóveis a atrapalhar. Super úteis!

Saiba ainda a razão por que o Facebook arruína o amor (e o relacionamento em geral).

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