Trabalhar com a sua cara-metade? Hoje desmistificamos este tema. Siga os nossos 6 conselhos!

Certamente que já pensou: “o que aconteceria se trabalhasse com a minha cara-metade?” E provavelmente sempre acreditou que este tipo de relações estavam destinadas ao fracasso. Parece-lhe que, se tivesse de partilhar o seu tempo com ele/ela quer no âmbito laboral como pessoal, isso iria complicar-lhe a vida sentimental, por questões como a opressão ou a dependência. Mas talvez não seja assim.

Ruth Zazo Rodríguez, profissional do Centro de Psicologia Psicoadaptadá-nos a chave para mudarmos de ideia. Como ponto de partida, é importante entender uma das suas principais teorias: “trabalharem juntos é só mais um factor que pode influenciar um relacionamento, mas não é mais importante do que o resto. O tipo de relação, a personalidade de ambos, os seus próprios recursos de gestão de conflitos, assim como os valores, os pilares em que está sustentado o casal, entre outros, permitir-nos-á prever com maior precisão se o facto de trabalhar no mesmo lugar pode ser um factor stressante ou favorecedor para o casal”, explica Zazo Rodríguez.

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Foto via Shutetrstock: Rawpixel.com

A psicóloga explica-nos que devemos ter em conta quando surgem estas circunstâncias.

Casa = tranquilidade

A vida em família deve fugir dos conflitos e do stress, sobretudo se estes incidentes derivam do trabalho. “Na terapia de casal recomendamos sempre ao membros de uma relação que façam da sua casa um local de calma e tranquilidade para a família. Assim, na medida do possível, as preocupações laborais deveriam ficar fora desta área”, conta a psicóloga. No caso de haver assuntos de trabalho por resolver, o melhor será fazê-lo antes de chegar a casa, num espaço de tempo (ou lugar) destinado a ele. Desta forma, não se proíbem de falar de trabalho, mas restringem-se ao local e ao tempo para o fazer. Assim, a vida em casa estará distante de qualquer aspecto laboral para se centrarem no restantes aspectos que oferece a vida familiar.

Companheiros

“Manter uma atitude de companheirismo e não de casal durante o horário laboral favorece na hora de estabelecer as diferenças entre os dois âmbitos da sua vida”, explica Zazo Rodríguez. “Assim, ambos poderão controlar da melhor forma possível não só expressões de carinho como também a sua parte emocional.” Este último é a chave, porque a vida pessoal não deveria surgir e influenciar na laboral quando se tem em conta certas decisões ou gestos que se devem distanciar das emoções. Neste sentido, a psicóloga considera que aprender a separar é positivo para favorecer a vida pessoal e laboral: “Um casal que é capaz de não se deixar levar só pelo afectivo e, em consequência, diferenciar o que é de casal e de colega de trabalho, favorecerá a sua imagem profissional e aumentará a sua produtividade”. O ambiente de trabalho será mais saudável nestas circunstâncias.

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Foto víia Shutetrstock: goodluz

Manter a competitividade à margem

A competitividade entre as pessoas é saudável se ajudar a melhorar, mas há que saber controlá-la e não a converter numa arma demasiado destrutiva. “Um casal competitivo entre si gerará mais problemas, tanto a nível laboral, como a nível pessoal”, afirma a psicóloga. “Este factor pode prever conflitos e, consequentemente, dificuldades dentro da relação.” Os ciúmes, a inveja e esse factor competitivo podem ser demasiado prejudiciais e não só deteriorar a vida em casal, como dinamitar o ambiente laboral e o cargo. Assim, trabalhar em equipa e actuar como tal, com as correspondentes doses de apoio e admiração, é a opção correcta e vital para crescer em todos os âmbitos.

Espaço pessoal

Tal como a vida em casal requer um pouco de independência, o ambiente laboral partilhado deveria cumprir as mesmas regras no que diz respeito a aspectos de carácter individual, sendo melhor se ambos os membros da relação se dedicarem a áreas diferentes dentro do mesmo ambiente. Feito isto, é preciso ter a noção de que partilhar trabalho não significa que estão a partilhar a vossa vida pessoal durante esse tempo: “Devemos recordar que o tempo partilhado no âmbito laboral não tem de ser um tempo de qualidade para o casal, assim, é importante que ambos tenham a consciência de que o facto de partilharem oito ou mais horas neste contexto não exclui que considerem importante procurar tempo para o desenvolvimento de actividades em conjunto com carácter de lazer“, acrescenta Zazo Rodríguez.

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Foto via Shutterstock: djile

Assertividade

Segundo a profissional, a assertividade ajuda a expressar ideias ou pensamentos sem invadir nem magoar o outro: “Quando é necessário transmitir uma notícia ou dar ordens é melhor acompanhá-las sempre com explicações claras e detalhadas para, assim, diminuir a probabilidade de que o outro possa interpretar de forma errónea determinados aspectos a partir do seu íntimo e não num contexto laboral.” É importante manter sempre esta atitude para assegurar uma maior transparência dentro da relação.

Como solucionar possíveis conflitos

Ainda que seja importante manter essa separação, por vezes é muito difícil e surgem os conflitos, quase sempre motivados pela atitude do outro ou a má interpretação de certos gestos por culpa do aspecto emocional. De acordo com Zazo Rodríguez, “a pessoa deverá de dispor de recursos para gerir esse desconforto, tal como o teria de fazer com outro colega de trabalho, e seguir em frente com o seu trabalho sem que este repercute no mesmo”. Para além disso, esta conversa deve acontecer fora de casa.

“O conhecimento da sua cara-metade noutras áreas, assim como a gestão dos conflitos de distinta índole que possam surgir num trabalho, fazem com que ambos os membros tenham mais informação sobre como é o outro e como actua, e tudo o que implica maior informação também vos pode ajudar a compreender, tolerar e solucionar melhor os seus conflitos”, finaliza a psicóloga do Centro de Psicología PsicoadaptaAssim, a confiança e o conhecimento sobre a outra pessoa aumentam e potenciam o bom ambiente de trabalho, assim como a qualidade da relação no âmbito pessoal.

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Foto via Shutterstock: g-stockstudio

As relações sentimentais e laborais não têm porquê ser renhidas, mas há que saber como lidar com elas. Siga estes conselhos e aprenda a descomplicar e aliviar uma situação presumivelmente esmagadora. Não tem porque não ser assim.

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