O amor e outras drogas

Há coisas que sentimos e não explicamos. Mas a ciência explica… Oxitocina, dopamina, norepinefrina, serotina, são milhares as hormonas e os químicos que actuam sobre o nosso corpo, convencendo o nosso cérebro de que estamos apaixonados. A terminologia é complexa, os estudos são muitos, há provas que corroboram todas teorias, mas a conclusão é só uma: o amor é viciante.

Amor à primeira vista ou os efeitos da oxitocina

A oxitocina altera as conexões dos circuitos neurais, ajudando a estabelecer laços com outra pessoa após emoções fortes. Traduzindo, é a hormona que o nosso corpo produz depois de uma carícia, de um beijo e, claro, de um orgasmo. É uma substância endógena (produzida pelo corpo) que actua como uma substância exógena (droga ou medicamento ingerido) e que activa a produção de outros neurotransmissores. O resultado? Uma cascata de emoções e nem todas são positivas. A oxitocina é também ‘responsável’ pelo ciúme que sentimos.

Adrenalina e amor? Dopamina

A dopamina uma hormona libertada pelo hipotálamo que aumenta a frequência cardíaca e pressão arterial. Quando nos apaixonamos, a dopamina faz-nos sentir eufóricos e enérgicos, actuando de uma forma muito semelhante ao uso de estímulos externo (drogas) ou internos (oxitocina). E com efeitos colaterais da abstinência também.

Mãos suadas, sinónimo de norepinefrina

O nodradenalina ou norepinefrina é um neurotransmissor semelhante à adrenalina. É ela que despoleta o stress, que faz o coração bater mais rápido e que aumenta a pressão arterial para oxigenar o sangue. Quando coramos, a ‘culpa’ é da norepinefrina.

Serotonina, o segredo dos mais confiantes

Quanto mais confiante se sentir, mais atraente se torna também. E isso é algo que pode agradecer à serotonina, a substância responsável pelo bem-estar, capaz de gerar optimismo e de suprimir impulsos agressivos. Níveis de serotonina muito baixos podem dar lugar a depressões, da mesma forma que níveis muito altos de serotinina podem fazer com que sinta ainda mais apaixonada.

Viciados no amor!

Como com qualquer outra ‘droga’, o nosso corpo também ganha tolerância às substâncias que produz, precisando de ‘doses’ cada vez maiores para conseguir as mesmas sensações. E é assim que a ciência explica o que nós, os leigos, chamamos de ‘crise dos sete anos’, por exemplo. Os nossos receptores neuronais sentem necessidade de se ajustar às novas doses.

Assim se explica o amor verdadeiro… E o desamor também.

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