Como sobreviver ao primeiro ano a morar juntos

Dizem que o primeiro ano em que moramos com outra pessoa é o mais difícil, pois é um período em que ambas as pessoas se estão a ajustar às preferências (e manias) uma da outra – o que nem sempre acaba bem! Ao fim de um ano a situação começa a melhorar, não porque nós mudamos, mas porque começamos a aprender a respeitar o nosso espaço e o do outro. Este artigo serve para vos dar as dicas fundamentais que, se puserem em prática, vos vão ajudar a evitar todo um ano de discussões por causa de roupa deixada no chão. Claro que isto só funciona se ambas as pessoas, como casal, aceitarem o compromisso de trabalharem em conjunto para a construção de um ambiente saudável em casa – não pode ser um trabalho de apenas uma pessoa.

João Almeida
João Almeida

Penso que isto seja óbvio, mas nunca é demais dizer: morar com alguém é um processo que envolve muita cumplicidade e respeito e, por isso, tenha a certeza de que a pessoa com quem vai viver é alguém com quem adora estar e com quem quer partilhar os seus projetos de vida.

  • Sejam claros em relação a como querem gerir as contas da casa. Se o casal tiver visões muito diferentes em relação às finanças, este ponto pode ser o trigger de muitas discussões. Evitem isto ao deixarem claro, de antemão, as vossas prioridades em relação ao dinheiro: como o vão gerir individualmente e como casal. Expectativas pouco claras podem gerar imensos conflitos mais à frente e, por isso, sentem-se e definam claramente a vossa estratégia financeira.
  • Deem o espaço necessário um ao outro. Irmos morar com a pessoa que amamos dá-nos um pico de entusiasmo e queremos estar sempre com essa pessoa, porque, obviamente, podemos. No entanto, esse constante convívio pode-se tornar sufocante se um de vocês – ou os dois – for uma pessoa que precisa do seu espaço de vez em quando. É importante que ambos respeitem o espaço um do outro, pois embora estejam a morar juntos, toda a gente precisa de uma certa dose de privacidade no seu dia-a-dia. Esse tempo pode ser para ler, para meditar, para pintar as unhas, ver uma série que o outro não gosta, jogar no computador – seja o que for, respeite o espaço do outro. Quando o nosso tempo sozinhos é de qualidade, o nosso tempo em casal é ainda melhor! Lembre-se, a independência é necessária para uma relação saudável.
Diana Nobre Fotografia
Diana Nobre Fotografia
  • Mantenham a vossa comunicação carinhosa. Vamos ser realistas: ao fim de um tempo a morar com alguém, a nossa forma de falar começa a perder calor. Vemos a mesma pessoa todos os dias, durante meses e anos, e eventualmente as coisas começam a ter menos magia e a serem apenas rotineiras. Para isto não acontecer, ou, pelo menos, para não se tornar monótono e aborrecido, é importante mantermos a nossa comunicação com o outro carinhosa e atenciosa (ou até sexy). Tenham em atenção a forma como se tratam, como falam um com o outro, como falam um do outro, e não tomem a vossa relação como garantida. O importante é agirmos sempre como se ainda estivéssemos a tentar conquistar a outra pessoa.
  • Decidam que tarefas ficam à responsabilidade de cada um. As tarefas de casa são chatas de cumprir, mas são necessárias. E a verdade é que uma casa limpa e arrumada é um ambiente muito mais ideal para uma relação saudável. Decidam quem fica responsável por cada atividade, e tenham a certeza de que cumprem com o vosso calendário: por exemplo, às sextas um tem de lavar a roupa e o outro tem de mudar os lençóis; se um cozinha, o outro lava a loiça. Percebam o que cada um prefere fazer, e tentem fazê-lo de forma divertida – com uma boa seleção de música, por exemplo.
Nelson Marques Photography
Nelson Marques + Andreia Torres Photography
  • Tenham o mesmo horário de ir dormir. Isto pode ser um desafio para muitos casais, não só por terem horários de trabalho diferentes, mas porque cresceram com horários de sono diferentes – e ajustar esses horários é complicado. No entanto, ir dormir ao mesmo tempo que o nosso parceiro torna-nos mais íntimos, não só sexualmente, mas é uma forma de criar harmonia na relação. Aproveitem esse tempo para conversarem, façam o exercício da gratidão (enumerar 3 coisas pelas quais estão gratos e falarem sobre cada uma), ou apenas para namorar.
  • Haverá momentos menos bons, mas ultrapassem-nos juntos e tenham uma visão a longo prazo. Mais uma vez, voltamos sempre à questão da comunicação. Os casais devem comunicar abertamente sobre as suas frustrações, medos, e ansiedades, assim como sobre os seus desejos, sonhos e ambições. Nenhuma vida é perfeita, e haverá sempre momentos desafiantes na vida de um casal, e o mais importante nestas situações é sermos totalmente claros connosco e com o outro em relação àquilo que pensamos e desejamos. Quando ambos têm a mesma visão daquilo que querem para o futuro, os problemas são melhor trabalhados. Ao mesmo tempo, há que perceber quando é que o problema não merece qualquer tipo de atenção e, se lha dermos, só estaremos a criar novos problemas. O tratamento do silêncio nunca será uma boa solução, e só criará ansiedade no outro. Quando uma fase menos boa se apoderar da vossa relação, comuniquem até à exaustão.
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Acima de tudo, este deve ser um período entusiasmante e divertido, em que duas pessoas aceitam partilhar um espaço comum sem tempo definido. Divirtam-se, sejam leves, façam pequenas coisas um pelo outro (como deixar bilhetes espalhados pela casa) e conheçam a vossa relação muito mais a fundo. Boa sorte!

Conheça, ainda, as cinco linguagens do amor e como construir uma relação saudável e duradoura 

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