Beijos que fizeram História: o nosso top 5

Um beijo sela um compromisso e simboliza a união de um casal. Por que outro motivo seria esta a forma de afecto escolhida para fechar uma cerimónia de casamento e ao mesmo tempo sinalizar o início de um compromisso?

Da mesma forma que há beijos que marcam a sua história de amor, há beijos inesquecíveis que marcam A nossa História. E esses momentos, captados em câmara ou registados numa tela, inspiram milhões. Roubados, oferecidos, escondidos, envergonhados, os beijos são as melhores partes de qualquer história.

O beijo dos noivos. Foto Flickr

Porque o planeamento de um casamento é um período da vida de duas pessoas particularmente românticas, porque não rever alguns dos beijos mais famosos de sempre? Escolhemos 5 dos mais enternecedores. Se você se apanhar a sorrir em frente ao ecrã, já nos fez ganhar o dia. E quem sabe não se inspira e recria um destes beijos com a sua cara-metade.

Nº 5

Abstracto e simbólico, o quadro O Beijo de Gustav Klimt é um dos beijos mais famosos da nossa História. Nele está representado um casal envolto em lençóis, desenhado contudo como uma unidade. É um dos exemplos mais bonitos da união de um casal, pintado entre 1908 e 1909. Dizem alguns estudiosos que o quadro foi inspirado na companheira Emilie Flöge que terá servido de modelo à figura feminina em evidência na tela.

O Beijo, de Gustav Klimt. Foto Wikipédia

Para vê-lo ao vivo e a cores, só no Palácio Belvedere, em Viena, mas para encená-lo a vivo e a cores, só precisa de usar a sua imaginação. E transformar um momento de intimidade numa recordação da sua história de amor.

Nº 4

O beijo no L’hotel de Ville é possivelmente a foto mais conhecida do fotojornalista Robert Doisneau. E se não despoletou o mito de Paris como a cidade mais romântica do mundo, com certeza validou essa ideia. Françoise Bornet e Jacques Cartaud são o casal que se beija distraidamente numa rua movimentada da capital francesa. Tirada em 1950, a imagem foi escolhida para a revista Life e desde então conquistou os corações dos mais românticos (e dos menos também).

Na década de 90 a foto gerou muita controvérsia e só então Doisneau revelou a identidade dos amantes, acabando por confessar também que a foto foi encenada, mas ninguém se desapaixonou pela imagem. Em 2005 a foto foi vendida por mais de 150 mil dólares a um (romântico) coleccionador suíço.

L’hotel de Ville. Foto Robert Doisneau

Nº 3

Outra vez França! Outra vez Paris. L’amour, l’amour! Para os fãs de Rodin, a escultura o Beijo é talvez a mais bonita representação de um beijo. Muito intimo e igualmente intenso, o trabalho data de 1889 e tem servido de inspiração a milhares de artistas (e românticos) ao longo de mais de um século.

É curioso pensar que a estátua O Beijo foi originariamente pensada para integrar a obra As Portas do Inferno, já que se inspirava na história adúltera de Francesca da Rimini, imortalizada no livro O Inferno de Dante. A obra mostra um beijo de Francesca e Paolo, irmão do marido de Francesca, mas em 1887 os critícos de arte convenceram Rodin a isolar a escultura e a denominá-la simplesmente O Beijo, apagando a ideia original de Rodin de homenagear com a sua peça a história de Francesca. Hoje, românticos de todo o mundo olham para a obra e voltam a perder-se de amores por ela. Quer vê-la de perto e testar esta nossa teoria? Visite o Museu Ny Carlsberg Glyptotek, em Copenhaga.

O Beijo, de Rodin. Foto Wikipédia

Nº2

No segundo lugar está um outro clássico do foto-jornalismo e mais um dos grandes sucessos da revista Life. Desta vez, é a foto de Alfred Eisenstaedt que retracta um marinheiro Americano a beijar uma mulher no dia 14 de Agosto de 1945 em Nova Iorque, mais especificamente no coração de Times Square. Já adivinhou? Sim, é a foto que assinalou a Vitória dos EUA sobre o Japão. A imagem tornou Eisenstaedt um dos mais cobiçados foto-jornalistas de sempre e também inspirou milhões de pessoas. Um beijo espontâneo que, registado em câmara, sela o fim da guerra e o princípio do romance. Passageiro ou não, o beijo ficou.

VJ Day. Foto Alfred Eisenstaedt

Nº 1

O nosso pódio é um empate, entre a inocência de um primeiro beijo e a tempestuosidade de um beijo há muito devido. Trazidos pelo universo cinematográfico para a casa e coração de cinéfilos e apaixonados, o beijo do filme O Meu Primeiro Beijo e o Beijo do clássico E Tudo o Vento Levou são dois dos mais simbólicos beijos de sempre do grande ecrã.

Vivien Leigh e Clark Gable em E Tudo o Vento Levou. Foto filmfoodieblogspot
Macaulay Culkin e Anna Chlumsky em O Primeiro Beijo. Foto unitedstatesofally.tumblr

Cabe aos nossos leitores desempatar e decidir se preferem a inocência do beijo trocado entre Macaulay Culkin e Anna Chlumsky ou a voracidade do beijo trocado entre Vivien Leigh (aka Scarlett O’Hara) e Clark Gable (aka Rhett Butler), na obra prima de Victor Fleming.

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