Casamento civil ou religioso: que tipo de cerimónia escolhem os noivos portugueses?

Casamento civil ou religioso: que tipo de cerimónia escolhem os noivos portugueses?

A cerimónia mais tradicional celebrada em Portugal é a cerimónia religiosa, com todas as tradições que isso implica. Há também casais que abdicam de qualquer tipo de oficialização da cerimónia e optam pela união de facto. Neste artigo, contamos-lhe tudo, para que possa tomar uma decisão informada.

Casamento civil ou religioso: que tipo de cerimónia escolhem os noivos portugueses?
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Quando chega a altura de organizar o casamento, há diversos aspetos sobre os quais é necessário tomar uma decisão. Um deles é o tipo de cerimónia a celebrar. A tradição já não é o que era e, muitos casais optam por celebrar uma cerimónia civil, abdicando da tradicional cerimónia religiosa. Há também casais que abdicam, de todo, de qualquer tipo de oficialização da cerimónia e optam pela união de facto.

Tradição e cultura portuguesas

A cerimónia mais tradicional celebrada em Portugal é a cerimónia religiosa, com todas as tradições que isso implica. Desde a receção dos noivos em casas separadas e da tradicional sessão de fotos pré-casamento, até à saída da igreja, com o tradicional arroz e pétalas de rosas que visam desejar uma vida próspera e plena ao jovem casal.

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Foto: AWE

A população portuguesa é maioritariamente católica, devido às circunstâncias históricas que Portugal viveu no passado. De acordo com os sensos de 2011, promovidos pelo Instituto Nacional de Estatística, 81% da população portuguesa era católica. Mas além dos católicos, há também uma presença significativa de evangélicos e de testemunhas de Jeová, no território nacional. Judeus, anglicanos, islâmicos, hindus, ortodoxos, bahá’is e budistas, fazem parte dos grupos minoritários existentes em Portugal.

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Foto: Across the Mountains

Liberdade de pensamento e ação

A Constituição da República Portuguesa reflete a liberdade de consciência, de religião e de culto. Embora sempre tenham existido exceções, as pessoas nem sempre tiveram a liberdade de pensar e agir livremente. Em muitas ocasiões, a repressão da sociedade ou das famílias forçou jovens casais a seguirem algumas linhas de pensamento e, por isso, a casarem-se de acordo com os preceitos da religião católica. Noutros casos, esse pensamento livre existia, mas não a possibilidade de expressá-lo. E apesar de alguns noivos não partilharem da mesma fé dos seus familiares, muitos foram levados pela tradição e pelo respeito à família, a celebrar o casamento de acordo com a tradição.

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Foto: Carpe Momentum

Os portugueses continuam a casar?

De acordo com as estatísticas demográficas divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística no final de 2018, em 2017 realizaram-se em Portugal 33 634 casamentos, dos quais 523 entre pessoas do mesmo sexo. Valores que aumentaram, num total de 1235 cerimónias, relativamente aos dados de 2016, dos quais 101 entre pessoas do mesmo sexo. O valor da taxa bruta de nupcialidade aumentou para 3,3 casamentos por mil habitantes. Em 2016, os valores apontavam para 3,1.

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Com que idade casam os portugueses?

Segundo as estatísticas, os portugueses têm vindo cada vez mais a adiar o matrimónio, tendência que se tem mantido ao longo das últimas décadas e para ambos os sexos. A idade média do primeiro casamento em 2017 situou-se em 33,2 anos para os homens e 31,6 anos para as mulheres. Em 2016, os homens casaram com 32,8 anos e as mulheres com 31,3 anos.

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Porque é que se casam cada vez mais tarde?

Portugal é dos países da União Europeia onde os jovens saem mais tarde da casa dos pais. Em média, os adultos portugueses permanecem na casa que os viu nascer até aos 29,2 anos de idade, segundo os dados da Eurostat, publicados a 15 de Maio de 2018.

Entre os principais motivos, a dificuldade no acesso ao emprego e a fraca capacidade económica para ter uma vida confortável leva a que homens e mulheres adiem a decisão de casar e constituir família.

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Foto: Across the Mountains

Ter filhos ou não: uma decisão importante

As mulheres são mães cada vez mais tarde. Portugal tem dos mais baixos índices de fecundidade do mundo, estando a idade média de fecundidade nos 31,5 anos e as mulheres a terem em média o primeiro filho aos 30 anos, mais 4,5 anos do que na década de 1990. O estudo “Determinantes da Fecundidade em Portugal”, realizado em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) e o Instituto Nacional de Estatística, 50% das pessoas em idade reprodutiva esperam ter dois filhos e 25% aspira ter apenas um, concluindo-se também que as pessoas desejam ter mais filhos do que aqueles que na realidade têm.

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O trabalho, o prolongamento dos estudos, o momento da entrada no mercado de trabalho e a instabilidade ou falta de uma relação conjugal, levam a que muitas mulheres considerem ter menos filhos, para poder dar-lhes as melhores oportunidades. A união de facto começa também a ser mais comum, em virtude do sentimento de instabilidade e perceção da segurança no futuro, o que leva muitas mulheres, uma vez mais, a adiarem a decisão de engravidar.

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Identificação com outra fé ou ausência dela

Os costumes têm mudado ao longo dos tempos e, muitos casais optam por realizar uma cerimónia civil, conjugando-a com outro tipo de tradição religiosa, por professarem uma religião diferente. Outros não se identificam com nenhuma religião em particular e optam por uma cerimónia simbólica.

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Casar pela igreja: sim ou não?

Na Zankyou, acreditamos que tudo dependerá da vontade dos noivos, da tradição da família e da predisposição de ambos para respeitarem todos os rituais religiosos ou não. O mais importante é que o jovem casal reflita sobre o assunto e chegue a um consenso, escolhendo a cerimónia com que mais se identificam.

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Os rituais religiosos não são as únicas opções para se casarem. O mais importante é estarem cientes de que o que conta mesmo, é ter a possibilidade de celebrar a vossa união junto daqueles que vos amam e que torcem pela felicidade do casal. Conheça todos os procedimentos e documentos necessários para realizar um casamento civil e saiba ainda se deve adotar o apelido do seu marido quando casar. Vai optar por uma cerimónia católica, na igreja? E se experimentasse o vestido de noiva da sua mãe?

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